Inflação é risco para a estratégia da Fed

Estratégia do banco central de Washington supõe, em qualquer caso, um claro contraste com a da União Europeia

A reunião da Reserva Federal dos EUA, que terminará com a primeira subida das taxas de juros desde 2006, que se iniciou com o anúncio de novos de dados macroeconómicos decisivos para a sua estratégia.

O Departamento de Trabalho assegurou que o índice de Preços ao Consumo (IPC) do país manteve-se estável em novembro, pelo que a inflação ficou-se pelos 0,5%.

A inflação encontra-se especialmente pressionada pela queda dos preços energéticos, que acumulam uma descida de quase 15% no que resta do ano. O petróleo segue hoje em mínimos e não parece que esta situação possa mudar a curto prazo. Assim, a inflação está ainda longe de alcançar o objetivo de 2% pretendido pela Fed.

Desta maneira, quando Janet Yellen, presidente da Reserva Federal, anunciou a subida de juros, a sombra da inflação incindirá sobre o seu discurso e poderá acrescentar dúvidas sobre o crescimento económico dos EUA. A Reserva Federal fixa-se em dois aspetos para fixar a sua política monetária: o mercado laboral e a inflação.

O nível de desemprego está há alguns meses em 5%, muito abaixo de 9% que se alcançou em 2009 e perto do que se considera pleno emprego. A solidez laboral impulsiona uma subida dos juros e reflete, aos olhos da Fed, que a recuperação económica é um feito nos EUA.

A inflação não deverá aumentar e os salários não sobem ao mesmo ritmo que baixa o ratio de desemprego. A este cenário juntam-se as consequências que uma subida das taxas de juros terá no resto do mundo e, especialmente, sobre os países emergentes.

Os analistas económicos consideram que seria ainda mais prejudicial adiar a subida das taxas. Segundo os analistas mais influentes, a Fed tem que lançar uma mensagem de que inicia um novo ciclo porque o crescimento norte-americano é sólido mas não desatenderá a situação dos mercados internacionais antes de anunciar novas subidas.

A estratégia do banco central de Washington supõe, em qualquer caso, um claro contraste com a da União Europeia e países como a Suécia, que decidiu manter as taxas a nível negativo.

OJE

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