Inflação homóloga na OCDE sobe para 10,5% em setembro

A inflação homóloga na OCDE subiu para 10,5% em setembro, contra 10,3% em agosto, anunciou hoje a organização.

Num comunicado hoje divulgado, a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico afirma que a inflação excluindo alimentos e energia continuou a aumentar na OCDE em setembro (para 7,6%).

Em particular, os preços dos serviços aceleraram na maioria dos países da OCDE e embora a inflação energética tenha caído um pouco pelo terceiro mês consecutivo, para 28,8% em setembro, com descidas em 22 países da OCDE, permanece elevada.

A inflação da energia aumentou substancialmente num subconjunto das economias europeias.

A inflação homóloga de dois dígitos em setembro de 2022 foi registada em 19 dos 38 países da OCDE, com as taxas mais elevadas observadas na Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia e Turquia (todas acima dos 20%).

A inflação homóloga no G7 subiu para 7,7% em setembro, contra 7,5% em agosto, e este aumento ocorreu apesar da inflação dos preços da energia ter abrandado em todos os países do G7, exceto na Alemanha.

A contribuição da inflação excluindo alimentos e energia para a inflação global aumentou em todos os países do G7, exceto em França, de agosto para setembro, com um aumento significativo na Alemanha.

A inflação dos preços dos alimentos e da energia continua a ser o principal contributo para a inflação global em França, Alemanha, Itália e Japão.

Na zona euro, a inflação homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subiu para 9,9% em setembro, contra 9,1% em agosto, com a inflação dos preços dos alimentos, inflação dos preços da energia e inflação excluindo alimentos e energia a aumentar em setembro, adianta a OCDE.

A estimativa provisória do Eurostat para a zona euro em outubro aponta para um novo aumento da inflação homóloga para 10,7%, refletindo essencialmente um aumento da inflação dos preços da energia para 41,9%, contra 40,7% em setembro de 2022.

No G20, a inflação homóloga aumentou para 9,5% em setembro, contra 9,2% em agosto.

Fora da OCDE, a inflação homóloga aumentou na Argentina, China, Índia, Indonésia e Arábia Saudita, mas diminuiu no Brasil e na África do Sul.

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