Inflação na OCDE acelera para 9,6% em maio, um máximo em 34 anos

Os preços da energia subiram 35,4% em maio face ao mesmo mês de 2021 no conjunto dos membros da OCDE, enquanto os preços dos alimentos subiram 12,6%. Excluindo tanto os preços da energia como os dos alimentos, a inflação homóloga na OCDE foi de 6,4% em maio.

A inflação nos países da OCDE continuou a subir em maio, ao avançar para 9,6% face ao mesmo mês de 2021, o valor mais alto desde agosto de 1988, anunciou hoje a organização.

Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) precisa que a inflação homóloga em maio foi superior em quatro décimas de ponto percentual face à registada em abril (9,2%) e que esta subida se deveu principalmente ao aumento dos preços da energia e dos alimentos.

Os preços da energia subiram 35,4% em maio face ao mesmo mês de 2021 no conjunto dos membros da OCDE, enquanto os preços dos alimentos subiram 12,6%.

Excluindo tanto os preços da energia como os dos alimentos, a inflação homóloga na OCDE foi de 6,4% em maio.

A inflação na zona euro foi de 8,1% em maio e nos países do G7 atingiu 7,5%.

Entre os países do G7, a taxa de inflação nos EUA foi de 8,6% e aumentos menores foram verificados no Reino Unido (7,9%), Alemanha (7,9%), Canadá (7,7%), Itália (6,8%%), França (5,2%) e Japão (2,5%).

Dez países da OCDE registaram uma inflação homóloga de dois dígitos em maio, liderados pela Turquia (73,5%).

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira, 10 de agosto

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcaram o dia informativo desta quarta-feira.

Volume de negócios nos serviços desacelerou para 19,6%

O decréscimo traduz-se num abrandamento de 4,6 pontos percentuais (p.p.) face ao observado em maio.

INE confirma inflação de julho em 9,1%, valor mais alto desde 1992 (com áudio)

Há quase 30 anos que os preços em Portugal não subiam tão rapidamente, confirmou esta quarta-feira o INE. A energia continua a ser o principal motor desta evolução, enquanto os bens alimentares não-transformados também vão acelerando.
Comentários