Inflação na OCDE sobe para 7,2% em janeiro, um máximo em 31 anos

O encarecimento da energia e os alimentos contribuiram para a subida ininterrupta de mais de 12 meses da taxa de inflação, que atingiu 7,2%, o nível mais alto desde fevereiro de 1991.

A taxa de inflação homóloga no conjunto da OCDE continuou em janeiro a subida ininterrupta de mais de 12 meses ao atingir 7,2%, o nível mais alto desde fevereiro de 1991.

A principal razão para esta trajetória foi mais uma vez o encarecimento da energia, que aumentou 26,2% entre janeiro de 2021 e janeiro deste ano, mais cinco décimas do que o aumento homólogo registado em dezembro, explicou a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) num comunicado esta quinta-feira divulgado.

Contudo, os alimentos também contribuíram muito significativamente para a subida da inflação em janeiro, com um aumento de 7,5%, mais oito décimas de ponto percentual.

A OCDE observou também que os números da Turquia aumentaram a média da OCDE, com a inflação a subir para 48,7% em janeiro, contra 36,1% em dezembro.

Excluindo esse país, o aumento anual da organização teria sido de 5,8% no primeiro mês deste ano, contra 5,5% em dezembro.

Contra a maré, devido a uma moderação dos preços da energia, em Espanha e no México, o aumento homólogo dos preços foi mais moderado em janeiro (6,2% e 7,1%) do que em dezembro (6,6% e 7,4%).

Os Estados Unidos seguiram o padrão geral, com a inflação a acelerar para 7,5% em janeiro, mais cinco décimas de ponto percentual que no mês anterior.

Foi também o caso do Chile, onde a inflação aumentou cinco décimas de ponto percentual para 7,7% em janeiro, apesar de um abrandamento dos preços da energia (de 19,6% em dezembro para 18,4% em janeiro).

Na Colômbia, a inflação aumentou acentuadamente de 5,6% no último mês do ano passado para 6,9% no mês seguinte.

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