Inflação na zona euro atinge 10,6%. Portugal está alinhado com área da moeda única, mas abaixo da UE (com áudio)

A inflação da zona euro atingiu 10,6% em outubro, revela o Eurostat. Em Portugal, foi registada uma taxa idêntica.

A inflação na zona euro voltou a agravar-se em outubro. De acordo com o destaque publicado esta quinta-feira pelo Eurostat, a taxa atingiu 10,6%, 0,1 pontos percentuais (p.p) abaixo da estimativa inicial, mas 0,7 p.p. acima do valor verificado em setembro. Em Portugal, os preços também voltaram a subir no décimo mês do ano. Aliás, revela o gabinete de estatística, a inflação registada por cá ficou em linha com a média da área da moeda única.

“A taxa de inflação anual na zona euro situou-se em 10,6% em outubro de 2022, acima dos 9,9% verificados em setembro. Há um ano, a taxa estava fixada em 4,1%”, indica o Eurostat, esta manhã.

A explicar esta evolução estão, sobretudo, os preços da energia, mas também os bens alimentares, o álcool e o tabaco. “Em outubro, os maiores contributos para a taxa de inflação anual na zona euro vieram da energia (+4,44 p.p), seguindo-se a alimentação, álcool e tabaco (+2,74 p.p.), os serviços (+1,82 p.p.) e os bens industriais não energéticos (+1,82 p.p.)”, detalha o gabinete de estatísticas.

E também na União Europeia o décimo mês do ano foi sinónimo de um novo agravamento da inflação. A taxa fixou-se em 11,5%, acima dos 10,9% verificados em setembro e dos 4,4% registados em outubro de 2021.

Contas feitas, entre os vários Estados-membros, foi em França que se verificou a taxa de inflação menos expressiva (7,1%), seguindo-se Espanha (7,3%) e Malta (7,4%). Já a taxa mais significativa foi registada na Estónia (22,5%), na Lituânia (22,1%) e na Hungria (21,9%).

Portugal aparece a meio da tabela. Com uma taxa de 10,6%, ficou alinhado com a área da moeda única, mas abaixo da média da União Europeia, estando longe também da base da tabela como do topo.

Por cá, a inflação agravou-se em 0,8 pontos percentuais face a setembro e em 8,8 pontos percentuais face ao valor registado há um ano.

A escalada dos preços tem pressionado as famílias e as empresas, tendo o Governo lançado uma série de apoios para mitigar esse impacto. A oposição tem considerado essas medidas insuficientes, mas o Executivo de António Costa tem sublinhado que nenhum país consegue compensar na íntegra os atuais níveis de inflação.

Atualizada às 10h32

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