Inflação sobe para máximos de 40 anos mas Wall Street arranca otimista

Perante os dados que, à partida, seriam encarados como negativos, a perspetiva de que a inflação não subiu mais do que o previsto pelos analistas acabou por gerar um sentimento otimista nos mercados, que arrancam o último dia da semana em sintonia, em terreno positivo.

A bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta sexta-feira no ‘verde’, após a revelação de que a inflação nos Estados Unidos subiu em linha com o antecipado pelos analistas, atingindo os 6,8% em novembro – o valor mais elevado em quase 40 anos.

Perante os dados que, à partida, seriam encarados como negativos, a perspetiva de que a inflação não subiu mais do que o previsto pelos analistas acabou por gerar um sentimento otimista nos mercados, que arrancam o último dia da semana em sintonia, em terreno positivo.

“Vários participantes do FOMC, incluindo o presidente Powell, sinalizaram recentemente uma mudança na sua postura de política monetária, catalisada pelo crescente desconforto com a inflação elevada num cenário de crescimento robusto e fortalecimento contínuo das condições do mercado de trabalho, o que tem levado alguns analistas a acreditarem numa antecipação do movimento de subida de taxas de juro”, comenta o analista de mercados da Millennium investment banking, Ramiro Loureiro.

No início da sessão, o S&P 500 sobe 0,53%, para 4.692,07 pontos, o tecnológico Nasdaq valoriza 0,27%, para 15,559.5 pontos, e o industrial Dow Jones ganha 0,42%, para 35.904,45 pontos.

Em relação ao preço do barril de petróleo, em Nova Iorque, o WTI sobe 0,41% para os 71.23 dólares por barril, enquanto o Brent valoriza 0,16% para os 74.54 dólares em Londres.

No mercado cambial, o euro deprecia 0,16% face ao dólar norte-americano nos 1,1274 dólares. Já a libra esterlina também deprecia 0,05% face à moeda dos Estados Unidos, para 1,3213 dólares.

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