Exportações das startups aumentaram quase 20% em seis anos

Entre 2007 e 2015, as startups evoluíram em Portugal, dando novos contornos ao fenómeno do empreendedorismo no país, de acordo com o estudo ‘Empreendedorismo em Portugal’, realizado pela Informa D&B. Nesse período, foram constituídas 309 550 mil empresas e outras organizações, representando uma média anual de 34 mil.

Segundo o estudo da Informa D&B, sobre o Empreendedorismo em Portugal, hoje em dia há mais iniciativa individual e de menor dimensão.

Entre 2007 e 2014, as startups reduziram o número de funcionários, passando de uma média de 2,6% em 2007, para os 2,0% sete anos depois. O volume de negócios das empresas no primeiro ano de vista regista, também, uma redução de 22%, passando de uma média de 90,2 mil euros em 2007 para os 70 mil euros em 2014.

O capital social de abertura das startups diminuiu de 2007 para 2015. Em 2011, foi introduzida a possibilidade de constituir uma sociedade unipessoal ou por quotas de 1 euro por sócio e a partir desse ano, as startups com capital inferior a 5 mil euros começaram a ganhar importância. Em 2015, metade das sociedades foram constituídas com um capital inferior a 5 mil euros. Destas sociedades, a média do capital social é de 1 038 mil euros.

Apesar de faturarem menos, as startups de hoje têm um perfil exportador. Em 2014, 10,1% das novas empresas exportaram no primeiro ano de vida, mais 3% que em 2008. A importância das exportações no volume de negócios das startups aumentou de 46%, em 2008, para 63%, em 2014.

A percentagem de startups exportadoras é semelhante à do universo empresarial, facto significativo que ajuda a traçar o perfil das novas empresas. Grossistas, Transportes e Telecomunicações são os 3 setores que registam startups com perfil exportador mais acentuado.

A configuração setorial das startups também se alterou e há setores a ganhar relevância, como o alojamento e a restauração, passando do 5º para o 3º setor onde nascem mais empresas. Atualmente, a agricultura, pecuária, pesca e caça, telecomunicações, alojamento e restauração, são os setores com maior taxa de crescimento. Já os setores da construção e gás, eletricidade e água sofreram uma redução da criação das empresas.

Mais de 85% das startups são originadas em Lisboa, Norte e Centro, mas em 2008, o Norte passou a liderar o número de startups, ultrapassando Lisboa. Já em 2015, teve um crescimento de nascimento de empresas de 34%, seguido de Lisboa, com 33%. As regiões onde se notaram maior crescimento são os Açores, o Alentejo e o Norte. A zona sul é a única região em que a criação de empresas decresce.

Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, afirma que “O cruzamento de diversos indicadores relativos às startups e ao seu percurso dá-nos uma imagem bastante consistente do que são estas empresas, como se comportam, quais as suas virtudes e quais as suas fragilidades. E isso são sinais e informações para quem se movimenta no meio empresarial. Nesse sentido, o estudo que realizámos oferece indicadores valiosos não só para as decisões dos próprios gestores e empresários, mas também para quem desenha políticas públicas de apoio ao tecido empresarial. Aquilo a que chamamos hoje startups, se tiverem sucesso e se forem apoiadas, poderão ser as PME e as grandes empresas do futuro”.

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