Iniciativa Liberal “condena veementemente” ditadura cubana

O partido diz que, 60 anos depois da Revolução Cubana (1953-1959), o salário médio líquido de um cubano ronda os 25 euros por mês, porque o comunismo utilizou “os mesmos métodos de sempre e obteve os mesmos resultados de sempre”.

Manuel de Almeida/LUSA

A Iniciativa Liberal (IL) condenou esta terça-feira o desfecho dos protestos em Cuba, que levaram à detenção de centenas de manifestantes e jornalistas por parte do regime, considerando uma “barbaridade” a resposta do governo cubano à revolta popular contra a escassez de vacinas e alimentos e a falta de liberdade de expressão, imprensa e voto.

A IL rompeu o silêncio e colocou-se do lado do contra a “violenta ditadura cubana”, esperando que a população do país liderado por Miguel Díaz-Canel seja bem-sucedida na luta pela liberdade, democracia e esperança de melhores condições de vida.

O partido alerta que, 60 anos depois da Revolução Cubana (1953-1959), o salário médio líquido de um cubano ronda os 25 euros por mês, porque o comunismo utilizou “os mesmos métodos de sempre e obteve os mesmos resultados de sempre”. 2Falta tudo na ditadura cubana. Há fome e um sistema de saúde em colapso”, acusa.

“Após a queda da União Soviética, Cuba deu alguns passos tímidos de liberalização económica, principalmente no turismo, mas a falta de divisas causadas pela quebra do número de visitantes durante a pandemia foi a gota de água para muitos cubanos. A desculpa do embargo, que é sistematicamente usada pelos incapazes dirigentes da ilha e pelos defensores da ditadura como justificação para a escassez económica, é apenas uma cortina de fumo”, defende o partido.

A IL lança ainda um ataque aos “defensores da miséria cubana”, ainda presos na ideia de que o comunismo tornaria os pobres iguais aos ricos. “A verdade é que a única coisa que o regime alguma vez conseguiu foi distribuir a pobreza por toda a população, com exceção de alguns altos dirigentes e funcionários do partido”, afiança.

No domingo, milhares de cubanos saíram as ruas para protestar contra o governo e exigir “liberdade!”, um dia inédito que terminou com dezenas de detidos e confrontos depois de o Presidente, Miguel Díaz-Canel, ter recorrido à televisão para apelar aos seus apoiantes que saíssem à rua para enfrentar os manifestantes e defender a Revolução.

O diretor da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) para as Américas, José Miguel Vivanco, sublinhou que “protestar é um direito, não um crime”. Além disso, divulgou uma lista de desaparecidos cuja autoria atribuiu à ONG Cubalex, que dá conta de 171 pessoas desaparecidas, das quais 17 já foram libertadas ou é conhecido o paradeiro.

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