Vacinas da Pfizer e Moderna são as que garantem mais anticorpos contra a Covid-19, revela INSA

Na análise do INSA, sabe-se que as vacinas com a tecnologia adenovírus, Astrazeneca e Janssen, foram aquelas que conferiram menos imunidade aos utentes.

Os utentes vacinados com as vacinas que utilizam a tecnologia mRNA, ou seja, Pfizer/BioNTech e Moderna, registaram mais anticorpos contra a Covid-19.

De acordo com a terceira fase do inquérito serológico nacional realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulgado esta quarta-feira, apesar de ambos os fármacos registaram os níveis mais elevados de proteção contra a Covid-19, a vacina da Moderna é a que ganha mais destaque.

Em contrapartida, as vacinas de adenovírus, Astrazeneca e Johnson & Johnson, foram aquelas que menos imunidade conferiram, principalmente a da Janssen, a vacina de toma única.

“Na análise da distribuição dos títulos de IgG (anti-S) no grupo de vacinados sem infeção segundo a marca da vacina destacam-se os títulos de anticorpos mais elevadas nos vacinados com as vacinas do tipo mRNA (PfizerBioNTech ou Moderna), comparativamente com as vacinas de adenovírus (Janssen ou AstraZeneca), sendo a estimativa da mediana de IgG (anti-S) mais elevada para o grupo vacinado com a Moderna (6.392,0 UA/ml) e a mais baixa para o grupo vacinado com a Janssen (240,3 UA/ml)”, lê-se.

Os dados integram o relatório do INSA que informa também que a população residente em Portugal, com idade superior a um ano, apresenta 86,4% de anticorpos contra a Covid-19, “sendo 7,5% atribuível a infeção anterior”.

O INSA informou ainda que a proteção contra a proteína ‘spike’ do vírus foi mais elevada nas pessoas com a terceira dose da vacina e em vacinados que testaram positivo à Covid-19, “tendo sido os valores mais baixos estimados para o grupo de pessoas com uma dose única de vacina e sem infeção”, informa o documento.

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