Insolvências caíram 17% até final de novembro. Constituições crescem 15%

A média mensal de insolvências foi de 331 no período em análise, depois de 401 no ano anterior, 420 em 2020 e 418 em 2019. O peso de Lisboa nas novas empresas cresceu para os de 35% em 2022.

Nos primeiros onze meses do ano registaram-se 3.644 insolvências, menos 770 período do que no ano passado. Os números representam um decréscimo de 17%, o resultado mais baixo dos últimos três anos. A média mensal de insolvências foi de 331 no período em análise, depois de 401 em 2021, 420 em 2020 e 418 em 2019.

De acordo com a informação divulgada em comunicado pela Iberinform, o mês de novembro fechou com 393 insolvências, menos 117 do que no período homólogo de 2021 (-23%).

Foram realizados 642 pedidos de insolvência, menos 182 do que no último ano (-22%), 681 apresentações à insolvência pelas próprias empresas, menos 176 do que em 2021 (-21%). Contam-se ainda 39 encerramentos com plano de insolvência (-13%).

Os números mais altos foram registados em Lisboa e no Porto, com 964 e 820 insolvências, respetivamente, o que representa decréscimos (-6,0% e -26%, pela mesma ordem) em ambas as localidades. As maiores descidas tiveram lugar em Angra do Heroísmo (-33%), na RA Madeira (-32%) e em Vila Real (-31%).

As constituições de empresas foram 44.260 nos primeiros onze meses. Um aumento de 5.905 (+15%) face ao período homólogo. O maior número teve lugar em Lisboa, com 15.463 constituições (+26%) e no Porto, com 7.349 (+9,1%).

O peso de Lisboa foi de 35% em 2022 (32% no ano anterior), ao passo que no Porto registou-se 17% no período em análise (18% em 2021). Os maiores aumentos tiveram lugar nos distritos de Faro (+26%), Ponta Delgada (+25%), Setúbal (+23%) e RA Madeira (+19%). Registaram-se decréscimos em quatro distritos, sendo eles Bragança (-12%), Évora (-8,4%), Viseu (-3,8%) e Viana do Castelo (-1,5%).

 

Notícia atualizada às 11h31

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