Insolvências irão continuar elevadas apesar do crescimento

A Crédito y Caución prevê que os níveis de insolvência se mantenham elevados apesar do crescimento. De acordo com o último estudo divulgado pela Crédito y Caución, as insolvências de muitas economias europeias irão manter-se muito acima dos níveis de 2007, em 2014 e 2015. “O panorama económico mundial agravou-se nos últimos seis meses. O […]

A Crédito y Caución prevê que os níveis de insolvência se mantenham elevados apesar do crescimento. De acordo com o último estudo divulgado pela Crédito y Caución, as insolvências de muitas economias europeias irão manter-se muito acima dos níveis de 2007, em 2014 e 2015.

“O panorama económico mundial agravou-se nos últimos seis meses. O ritmo de crescimento na zona euro e na China tem sido mais frágil que o esperado e a intensificação das crises geopolíticas referentes à Rússia e ao Estado Islâmico no Médio Oriente têm minado a confiança internacional”, afirmam os analistas da seguradora.

As primeiras perspetivas de 2014 monstraram-se moderadas principalmente devido aos resultados dececionantes na zona euro. Os desequilíbrios estruturais persistentes e a inflação baixa travaram o crescimento e evidenciaram a fragilidade da recuperação económica da zona euro. Apesar de algumas melhorias em 2014, as falências aumentaram em França, Itália e na Grécia e a taxa de insolvência média da zona euro mantém-se duas vezes superior à registada em 2007. Nos países periféricos, a relação eleva-se a 3,5 vezes comparativamente aos níveis de 2007.

O estudo divulgado pela Crédito y Caución, um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, também prevê um aumento das falências nos mercados emergentes. As saídas de capital, a queda dos preços das matérias-primas e o crescimento lento dos mercados desenvolvidos estão a restringir o crescimento económico e a pressionar o aumento das taxas de falência. As perspetivas económicas da América Latina deterioraram-se significativamente, dado que no Brasil, a sua maior economia, é esperada uma estagnação. Por fim, o crescimento económico da China está a começar a diminuir, o que irá exercer uma pressão de aumento sobre as insolvências.

Os resultados económicos nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Ásia estão a sustentar o crescimento mundial. Os Estados Unidos estão a registar uma recuperação económica de base ampla. Os fracassos empresariais nos Estados Unidos desceram nos últimos anos, mas não se esperam novas melhorias na taxa de insolvência em 2015. A recuperação do Reino Unido também ganha terreno e a previsão é que os fracassos empresariais baixem 3%. Tal como nos Estados Unidos, o nível de insolvências irá manter-se estável em 2015. Os índices de insolvência nos Estados Unidos e no Reino Unido continuam a ser 5% e 16%, respetivamente, mais elevados que em 2007.

“Em 2014, o desempenho económico global demonstrou um crescimento dececionante, inferior ao esperado. As insolvências diminuíram na maioria dos mercados, mas permanecem acima dos níveis anteriores à crise. Ainda que a recuperação económica se mantenha nos Estados Unidos e no Reino Unido, a economia na zona euro ficou aquém do esperado devido às vulnerabilidades estruturais persistentes e à baixa inflação, que estão a comprometer a recuperação. Os mercados emergentes apresentam um panorama misto. O crescimento é mais lento na América Latina e na Europa de Leste, mas a expansão económica mantém-se forte na Ásia. A diminuição do crescimento na economia mundial cria um contexto empresarial global mais desafiante, exercendo uma pressão de aumento sobre o número de falências, o que nos leva a antecipar uma estagnação nos níveis de insolvência na maioria dos mercados em 2015”, explica o Chief Economist da Atradius, John Lorie.

OJE

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