Instituto de investigação do Porto cria aplicação para facilitar diagnóstico de cancro da pele

O Fraunhofer Portugal AICOS deu por terminado o seu projeto-piloto chamado “Derm.AI: Projeto”, que envolveu o desenvolvimento de um software de inteligência artificial que dá bandeira verde, amarela ou encarnada aos casos e a criação de uma ‘app’ para médicos.

Um grupo de investigadores do instituto Fraunhofer Portugal desenvolveu uma aplicação móvel para agilizar o diagnóstico precoce do cancro de pele. A equipa do Porto concluiu um projeto-piloto de dez meses, chamado “Derm.AI: Projeto”, cujo objetivo é tornar mais eficaz o processo de referenciação de lesões cutâneas.

A Fraunhofer Portugal concluiu o projeto em duas vertentes: a criação de uma aplicação móvel para profissionais de saúde e o desenvolvimento de um software de Inteligência Artificial (IA). A app apoia o médico de medicina geral e familiar na aquisição de imagens dermatológicas.

“Nos últimos anos, os clínicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm-se preocupado cada vez mais em detetar o cancro de pele precocemente. No entanto, em Portugal, com o número reduzido de especialistas de dermatologia no SNS, é importante melhorar o processo de referenciação, garantindo que a informação recolhida tem qualidade e auxiliando na priorização dos casos referenciados”, explica Maria Vasconcelos, investigadora sénior do Fraunhofer Portugal AICOS.

No caso da aplicação, houve recurso a técnicas de visão computacional e machine learning, para fazer a aquisição automática de imagens macroscópicas e anatómicas com a qualidade necessária para que o especialista faça o diagnóstico. Quanto ao algoritmo de IA, permite priorizar os casos referenciados pelos médicos de família para os serviços hospitalares de dermatologia, através de um sistema de cores (verde, amarelo e vermelho) como se fosse um semáforo de gravidades.

“O software não toma uma decisão pelo clínico. Ele simplesmente fornece uma pré-seleção baseada na probabilidade. O diagnóstico exato continua a estar nas mãos dos dermatologistas”, ressalva Maria Vasconcelos.

O projeto Derm.AI foi coordenado pelo Fraunhofer Portugal AICOS e desenvolvido em parceria com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), o IPO Coimbra, o Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUPorto), e a Unidade de Saúde Local da Guarda (ULS Guarda). Em termos científicos, ao longo dos três anos do projeto, o Derm.AI resultou em nove publicações científicas. O financiamento adveio do orçamento da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através do programa “Projetos de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico em Ciência dos Dados e Inteligência Artificial na Administração Pública 2018”.

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