Instituto do Desporto e Juventude tem 33 recomendações para a redução do consumo energético e hídrico

O organismo deu a conhecer formas de minimizar o consumo nas instalações desportivas. Desde a instalação de sensores de presença à instalação de bombas de calor, tudo conta para reduzir.

O IPDJ (Instituto Português do Desporto e da Juventude) deu a conhecer recomendações para a redução do consumo energético e hídrico em instalações desportivas, que diz estarem alinhadas com “as diretrizes” da UE. O grande objetivo passa pela redução dos “impactos económicos e ambientais associados à sua produção e utilização”.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, o organismo lembra a importância de implementar “mecanismos de poupança energética e a transição para sistemas de energia limpa”, deixando a garantia de que pretende ter um “papel ativo”, com a promoção de uma campanha de sensibilização direcionada às organizações que gerem instalações desportivas, tendo em vista a adoção de medidas e comportamentos geradores de poupança energética e hídrica

São apresentadas 20 recomendações de medidas conjunturais e 13 relativas a decisões estruturais, que passam pela redução do consumo e por tornar o mesmo tão eficiente quanto possível. Seguem-se as recomendações do IPDJ:

  1. Reduzir ao máximo a iluminação artificial, aproveitando, sempre que possível, a luz do sol.
  2. Reduzir, ou mesmo suprimir, a iluminação artificial não essencial, sem deixar de salvaguardar a segurança dos locais.
  3. Instalar sensores de presença nos balneários, espaços de trabalho e de circulação de forma a gerir a iluminação consoante a ocupação dos espaços.
  4. Reduzir o nível de iluminação dos espaços desportivos exteriores, por exemplo, quando os espaços são utilizados para treinos.
  5. Desligar os equipamentos informáticos quando não vão ser utilizados durante algum tempo (por exemplo ao final do dia).
  6. Não deixar os aparelhos eletrónicos em modo “stand-by”.
  7. Nos espaços de treino onde existam equipamentos (máquinas) alimentados com energia elétrica, podem manter-se ligados os estritamente necessários mediante a afluência de atletas.
  8. Igualmente, os equipamentos de lazer que funcionam a energia elétrica devem ser desligados quando não estiverem a ser utilizados.
  9. Dar preferência às escadas sempre que possível, utilizando os elevador exclusivamente quando necessário.
  10. Reduzir, tanto quanto possível, a utilização de equipamentos elétricos e iluminação.
  11. Dar primazia à ventilação natural, em detrimento da climatização artificial (ar condicionado)
  12. Se absolutamente necessária a utilização do ar condicionado, manter fechadas as portas e janelas.
  13. Desligar os equipamentos de ar condicionados sempre que os respetivos espaços não estão a ser utilizados.
  14. No verão, baixar as persianas nas horas de maior calor e mantê-las abertas no inverno.
  15. Na utilização do ar condicionado, as temperaturas definidas devem ser adequadas (próximas dos 18 graus Celsius no inverno e dos 25ºC no verão).
  16. Reduzir a temperatura da água nos tanques das piscinas, se possível para o limite mínimo recomendado (26ºC).
  17. Reduzir também para o limite mínimo recomendado as temperaturas do ar na nave das piscinas e dos restantes espaços de apoio à prática desportiva.
  18. Reduzir o tempo dos duches, já que o aquecimento de água consome energia.
  19. Reduzir o caudal das torneiras, sendo que existem equipamentos próprios para tal.
  20. Limitar o número de descargas da sanita, evitando usá-la como “caixote do lixo”.

A estas recomendações conjunturais, o IPDJ junta recomendações estruturais, que visam melhorar a eficiência energética e híbrida das instalações desportivas.

  1. Reconverter os sistemas de iluminação tradicionais para os de tecnologia LED.
  2. Instalar meios de energia renovável (caso dos painéis fotovoltaicos), sempre que seja viável.
  3. Instalar sistemas de cogeração.
  4. Implementar sistemas de produção de Águas Quentes Sanitárias (AQS).
  5. Instalar bombas de calor.
  6. Reconverter para sistemas de aproveitamento de biomassa.
  7. Montar recuperadores de calor.
  8. Criar medidas para redução de consumo de água.
  9. Reaproveitar a água pluvial e águas cinzentas;
  10. Implementar sistemas inteligentes para a gestão dos edifícios.
  11. Modernizar o parque de equipamentos de climatização e ventilação através da instalação de sistemas energeticamente mais eficientes e com menor emissão de gases com efeito de estufa.
  12. Encontrar soluções para compensação do fator de potência elétrica.
  13. Trabalhar na eficiência do isolamento térmico das fachadas, coberturas e de envidraçados.
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