Internet prospera na China entre muros

Os limites à liberdade de expressão minam a capacidade do povo chinês de partilhar informação sem censura e sem mediadores, uma das grandes vantagens da internet. No entanto, o comércio eletrónico na China está a crescer à margem da Google e do Facebook.

Nas antigas vielas da zona mais velha de Pequim, existe um muro em frente à porta de todas as casas com pátio. O muro tem razão de existir: serve para evitar os maus espíritos entrem no santuário interior.

A Internet na China tem um conceção semelhante às casas com pátio. O caminho está bloqueado para estrangeiros como a Google e, apesar dos esforços de Mark Zuckerberg, também ao Facebook, enquanto a Alibaba, Baidu e Tencent, as maiores empresas de Internet da China gozam de um espaço privilegiado. Na China, o ciberespaço está protegido com muralhas e milimetricamente dividido.

Há uns anos, o Governo chinês parecia discordar com a própria génese da Internet e pôs-se a censurar bloguers com milhões de seguidores no Weibo, uma espécia de Twitter. Desde então, mostrou que a censura pode coexistir com uma cultura online vibrante, já que o comércio eletrónico e de entretenimento superou o debate político e a troca de informação mais sensível.

No famoso Dia do Solteiro, que se celebrou a 11 de novembro e onde existem campanhas massivas de vendas na Internet, registaram-se transacções no valor de 17.800 mil milhões de dólares. Esta é apenas uma mostra da saúde que respira a economia digital chinesa.

De acordo com as previsões, é possível que o comércio eletrónico represente 18% das vendas do retalho na China em 2016. Nos EUA, essa percentagem deverá ficar pelos 8%.

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