Investidores portugueses reformados gostariam de ter poupado mais para a reforma

Em média, os investidores portugueses no ativo poupam atualmente 9,4% do seu rendimento todos os anos especificamente para a reforma. É pouco, se quiserem viver confortavelmente.

Um inquérito efetuado pela consultora Schroders a mais de 22 mil investidores em 30 países concluiu que, a nível global, os investidores sentem que não estão a poupar o suficiente para a reforma: “aqueles que ainda estão no ativo estão a poupar 11,4% do seu rendimento anual quando sentem que deveriam estar a poupar 13,7% – e dois terços (66%) dos investidores aposentados gostariam de ter poupado mais para a reforma”, conclui o inquérito.

Em Portugal, em média, os investidores portugueses no ativo poupam atualmente 9,4% do seu rendimento especificamente para a reforma, face a 9,9% na Europa e 11,4% a nível global. “No entanto, para viverem confortavelmente na reforma, sentem que deveriam estar a poupar em média 12,9%, face a 12,% na Europa e 13,7% a nível global”. Mais de metade (59%) dos investidores portugueses reformados desejava ter poupado mais, incluindo os 17% que desejavam ter poupado bastante mais.

“Esta conclusão não surpreende dado que o estudo também concluiu que os investidores no ativo sentem que não estão a poupar o suficiente. Em média, os investidores globais ainda no ativo estão a poupar 11,4% do seu rendimento o que inclui 9,9% na Europa, 13% na Ásia e 12,5% nas Américas. No entanto, para viverem confortavelmente na reforma, sentem que deveriam estar a poupar em média 13,7%, o que inclui 12% na Europa, 15,3% na Ásia e 15,0% nas Américas”, refere ainda a consultora.

Os investidores portugueses acreditam que o rendimento da reforma é ou será mais provavelmente baseado na pensão do Estado (32%), com os outros itens, – poupanças/investimentos (17%), planos de pensões das empresas (13%) e planos de pensões individuais (6%) – a constituírem uma parte menor. Desta forma, os portugueses são os investidores que preveem obter a menor percentagem do rendimento dos seus planos de pensões individuais (6%, contra 12% a nível global e na Europa).

Globalmente, o estudo concluiu que a principal fonte de rendimento na reforma serão as poupanças e investimentos, bem ao contrário do que se passa em Portugal. As principais fontes de poupança para a reforma são: poupanças e investimentos (20%); pensões do Estado (19%); planos de pensões das empresas (18%); e planos de pensões individuais (12%). Outras fontes globais incluem, rendimento de imóveis (i.e. rendas) (7%), dinheiro de familiares (7%), trabalho a tempo parcial (6%), herança (5%) e capital obtido devido à valorização das suas casas (4%).

O estudo também revela que mais de metade (59%) dos investidores portugueses no ativo gostariam de ter um trabalho a tempo parcial antes da reforma, e em média durante 3,3 anos. Mais de um terço (36%) gostaria de se reformar diretamente e uma pequena percentagem (5%) não tenciona reformar-se de todo.

Como comparação, o estudo também pretendeu perceber como é que os millennials, nascidos este século a nível global se comparam? A nível global, o sentimento de atualmente não poupar o suficiente prevalece. Em média, em comparação com os investidores ativos mais velhos, os millennials poupam ligeiramente menos (11,2% vs. 11,6%) do seu rendimento especificamente para a reforma e, para viverem confortavelmente na reforma, sentem que deveriam estar a poupar em média 13,2% – ligeiramente menos que os investidores no ativo mais velhos que sentem que deveriam estar a poupar 14,1%.

Quando se trata de como é que os millennials diferem em como poupar para a sua pensão, os millennials pensam que as fontes de rendimento na reforma serão mistas, mas revelam menor tendência (em comparação com os investidores mais velhos) para depender de planos de pensões das empresas (15% contra 20%); pensão do Estado (14% contra 21%) e outras poupanças (19% contra 21%).

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