Investigadores portugueses criam rede de comunicações em drones para dar resposta a desastres naturais

A tecnologia em causa foi desenvolvida por aquele que é o único parceiro português do projeto internacional ResponDrone – Situational Awareness System for first responders e pretende de simplificar e acelerar a avaliação de situações de catástrofe natural, a partilha de informação, a tomada de decisão e a gestão de operações.

Um grupo de investigadores portugueses do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) criou uma rede de comunicações em drones que se propõe a dar resposta a desastres naturais, ajustando-se a diferentes cenários como incêndios, cheias, terramotos, busca e salvamento, entre outros.

A tecnologia em causa foi desenvolvida por aquele que é o único parceiro português do projeto internacional ResponDrone – Situational Awareness System for first responders e pretende de simplificar e acelerar a avaliação de situações de catástrofe natural, a partilha de informação, a tomada de decisão e a gestão de operações.

Numa nota enviada esta quinta-feira ao Jornal Económico, a instituição explica que “o projeto ResponDrone vem garantir um sistema inovador que permite às equipas de socorro responder com mais rapidez, eficácia e eficiência a uma emergência, salvando mais vidas”.

“Num cenário de emergência, existe muita dificuldade em gerir as fontes de informação, em fazer um rápido levantamento do ponto de situação, em perceber como está a evoluir um incêndio ou uma cheia, por exemplo, porque não existem sensores no local que possam fornecer esses dados”, referiu Hélder Fontes, investigador do INESC TEC, citado pelo mesmo comunicado, que alude ainda a “problemas relacionados com as comunicações já que, em casos de desastre natural, essas infraestruturas são, muitas vezes, afetadas e ficam sobrecarregadas ou danificadas”.

Nestes casos, “as vítimas ficam sem conseguir pedir auxílio e as equipas de emergência impedidas de coordenar corretamente os recursos que têm no terreno”, explica o mesmo responsável.

“Quando ocorre um desastre natural numa grande área, as equipas de resposta a emergências necessitam, o mais rápido possível, de informações sobre o estado das infraestruturas, a rede elétrica, os acessos rodoviários, a localização exata das vítimas. Desenvolver uma infraestrutura de comunicações independente e dinâmica assume, por isso, extrema importância. O ResponDrone garante que toda essa informação é recolhida, processada e partilhada, de modo a direcionar as equipas de socorro, monitorizar o progresso da missão e auxiliar na tomada de decisão”, é detalhado na mesma nota, que indica ainda que “no caso da componente desenvolvida pelo INESC TEC foi criada uma infraestrutura de rede independente que pode ser montada muito rapidamente e que se ajusta às necessidades dos cenários, sejam eles incêndios, cheias, terramotos, busca e salvamento”, entre outros.

O projeto ResponDrone, que foi iniciado em 2019 e terminou este ano, teve financiamento da Coreia do Sul e União Europeia e inclui 20 parceiros de 12 países: Alemanha, Israel, Espanha, França, Coreia, Países Baixos, Letónia, Arménia, Grécia, Bulgária, Portugal e Bélgica.

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