Investir em startups?

Está aí “O Semente”. Escrevo com letra maiúscula porque a importância do programa é tal, que quase obriga a que se crie um sistema à parte.

São benefícios fiscais em sede de IRS (40%) para quem investir até 100 mil euros em startups, sem nunca poder deter mais de 30% do capital social. É uma história de muitas horas que se faz fora de horas: foram muitos anos a elogiar-se o irmão gémeo do Semente, que de Londres atrai investidores de todas as nacionalidades numa fase muito inicial da vida das startups.

Em 2017, o Programa Semente será uma realidade, numa origem que se confunde e se mistura com o papel do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, grande mentor e impulsionador do programa.

Mas novembro é também Web Summit. Tivemos o maior evento tecnológico do mundo, que trouxe consigo um dos maiores encontros de investidores – Investor Summit. De Lisboa para o mundo, milhares de empresas, fundadores, investidores, incubadoras, aceleradoras, advogados e consultores fazem de Lisboa um epicentro tecnológico naquele que será o maior evento em Portugal desde o Euro 2004.

Mas quando falamos de startups falamos de crescimento, de internacionalização, mas sobretudo de investimento. Foi recentemente anunciado um ‘match fund’ com o foco em investidores internacionais num fundo que irá disponibilizar mais de 100 milhões de euros com investimento paralelo no mesmo montante.

É a primeira vez que um fundo com foco em investidores internacionais se faz nestas condições. Se a estes montantes somarmos a linha de financiamento a ‘business angels’ e capital de risco já lançadas, Portugal terá, durante o ano de 2017, mais de 400 milhões de euros disponíveis para investimento em startups (’early stage’).

Hoje em dia, é inegável que não só competimos com os maiores da Europa como somos um país de e para startups. A isto acresce o facto de termos empreendedores com qualificações tão boas como os melhores do mundo, que dão cartas na Europa e nos Estados Unidos; startups que, ao fim de um ano, já exportam (10% delas); que já representam cerca de 30% do número de empresas; 10% do volume de negócios e são responsáveis por cerca de 50% dos novos empregos criados em Portugal.

A isto não têm sido alheios alguns dos maiores ‘players’ mundiais que investiram em empresas portuguesas. E se a tudo isto somarmos o programa StartUp Voucher e o Vale Incubação, Portugal é hoje, mais do que nunca, um país para investir em startups. De Portugal para o Mundo.

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