IPLeiria brilha em concurso internacional de informática forense

Três equipas formadas por estudantes e docentes das áreas de Engenharia Informática e de Cibersegurança da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Politécnico de Leiria, deram um importante contributo para o desenvolvimento de uma aplicação de informática forense.

Instituto Politécnico de Leiria

A competição “Open Source Digital Forensics Conference – OSDFcon 2017” consiste no desenvolvimento de módulos para o software Autopsy, uma aplicação de informática forense utilizada na deteção e obtenção de provas digitais que possam ser empregues em processos criminais.

As três equipas da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria brilharam na categoria “Module Development Contest”. 

O estudante João Mota Parreira, finalista da licenciatura em Engenharia Informática, e os docentes Patrício Domingues e Miguel Frade, que lecionam nesse curso e no mestrado em Cibersegurança e Informática Forense, conquistaram o segundo lugar com o módulo “FEA – Forensics Enhanced Analysis”. Este melhora as capacidades de deteção de endereços de correio eletrónico e de número de cartões de crédito da aplicação Autopsy, acrescentando ainda a capacidade de deteção da criptomoeda Bitcoin.

Também na segunda posição ex-aequo, ficou o docente Patrício Domingues, com o módulo “digiSignedOrProtected_PDFs” para identificação de ficheiros no formato PDF que tenham assinatura digital qualificada, e que potencialmente contenham dados relevantes para uma perícia digital forense.

A equipa composta pelo estudante Alexandre Frazão, da licenciatura em Engenharia Informática, e pelo docente Patrício Domingues, obteve uma menção honrosa com o módulo “Face Detection”. Desenvolvido durante o verão no âmbito da colaboração do estudante com o Instituto de Telecomunicações, este módulo recorre a técnicas de inteligência artificial para detetar fotografias que contenham rostos de pessoas existentes num sistema informático alvo de perícia digital forense.

Vítor Távora, coordenador do departamento de Engenharia Informática da ESTG/IPLeiria, destaca, em comunicado, os resultados obtidos, que diz são o resultado do investimento que tem vindo a ser feito nas áreas da Cibersegurança e da Informática Forense. De referir que a escola está equipada com um Laboratório em Cibersegurança e Informática Forense, onde são efetuadas perícias digitais.

A nível da oferta formativa, destaque para a realização de quatro edições da pós-graduação em Informática de Segurança e Computação Forense, lecionada em colaboração com a Polícia Judiciária e o mestrado em Cibersegurança e Informática Forense, cuja primeira edição arrancou em  setembro último.  

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