Irão: Governo garante que vai continuar a agir contra ‘ameaças’ do Curdistão iraquiano

O chefe da diplomacia do Irão garantiu hoje que Teerão vai continuar a agir contra as “ameaças” vindas do Curdistão iraquiano, após uma série de ataques das forças iranianas contra opositores curdos com base no Iraque.

“Enquanto houver uma ameaça de países vizinhos contra nós, as nossas forças armadas continuarão a agir dentro da estrutura do direito internacional”, disse Hossein Amir-Abollahian numa conferência de imprensa em Teerão.

Nos últimos dias, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, bombardeou com a ajuda de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) e mísseis posições de grupos curdos iranianos, estabelecidos há décadas no Curdistão autónomo, no norte do Iraque.

“Quando as forças armadas iraquianas estiverem estacionadas na fronteira comum entre o Irão e a região do Curdistão e garantirem a segurança dessas fronteiras, já não precisaremos de agir para defender a nossa integridade territorial”, afirmou Amir-Abollahian.

As declarações do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros surgem numa altura em que o Irão está mergulhado numa onda de protestos desencadeados pela morte, a 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma cidadã curda iraniana de 22 anos, três dias depois de ter sido detida pela polícia dos costumes em Teerão, acusada de usar de forma indevida o ‘hijab’, o véu islâmico.

O Irão acusa a oposição curda iraniana que se encontra no norte do Iraque de encorajar manifestações e de ter intenções separatistas.

“Felizmente, falhou o plano concebido com o objetivo de criar uma guerra terrorista, iniciar uma guerra civil e finalmente desintegrar o Irão nas últimas oito semanas”, disse Amir-Abdollahian, salientando que Teerão vai “continuar a conversar com as autoridades iraquianas” para pôr cobro ao alegado encorajamento.

Desde o início dos protestos, pelo menos 426 pessoas foram mortas e mais de 17.400 foram detidas, de acordo com os Human Rights Activists in Iran (Ativistas dos Direitos Humanos no Irão), grupo que monitoriza o movimento de contestação em curso, segundo o qual pelo menos 55 membros das forças de segurança iranianas também foram mortos.

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