Irão: “Morte ao ditador”, ouviu-se em todas as cidades do país

Apesar de o regime não abrandar a repressão, os manifestantes também não dão mostras de desistência. Foram convocados três dia de protestos nas ruas, nas universidade e nas empresas.

Mais um dia de intensos protestos decorreu esta quarta-feira nas principais cidades do Irão e entre os diversos acontecimentos comuns ouviu-se em todo o país a palavra de ordem “Morte ao ditador”, Ali Khamenei. Os protestos aumentaram de volume a partir da noite de ontem e vão continuar esta quinta-feira, respondendo a uma convocação para três dias de intensa batalhas de rua contra o regime.

A convocação dos protestos maciços em todo o país foram também uma forma de recordar o aniversário da morte de manifestantes pela abertura doo regime que ocorreram em novembro de 2018. Segundo a imprensa iraniana não afeta ao regime, as cidades de Teerão, Shiraz, Marodasht, Euclid, Isfahan, Shahinshahr, Kerman, Bukan, Kamiyaran, Izeh, Mashhad, Amol, Bushehr, Rasht, Arak, Gorgan e Karaj, entre outras, foram palco de intensos protestos ao longo do dia de hoje, 16 de novembro.

Lojistas e bazares de diferentes cidades do Irão fecharam as portas no segundo dia de greves nacionais. Os trabalhadores da fundição de ferro de Isfahan entraram em greve pelo segundo dia. Um grupo de funcionários da Jam Petrochemical Company, em Asalouye, também aderiu à greve. Na capital, os grandes bazares não abriram, tal como já tinha sucedido no dia anterior e continuarão a greve amanhã.

Os estudantes de mais de 15 universidades do país realizaram protestos. A Universidade de Tabriz foi rodeada por um cordão policial, enquanto que Universidade Jundishapour, em Ahvaz, foram rasgando fotos de Ali Khamenei.

A polícia interveio em várias localidades, com o recurso ao lançamento de gás lacrimogénio e de balas, supostamente de borracha.

Os três dias de protestos surgem depois de se ter tornado conhecido que um tribunal condenou à morte por enforcamento um iraniano que participou de forma destacada nos protestos, que já vão no segundo mês consecutivo.

A pressão do Ocidente mantém-se, entretanto, mas nada parece demover o regime – mas também os manifestantes: o país está em estado de sítio há várias semanas, sendo os protestos considerados os mais graves que o regime enfrentou desde a sua criação, em 1979.

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