Irão tenta fazer renascer um acordo de paz para o Iémen

Uma guerra civil com quase seis anos e um plano de paz com quase cinco eterniza-se numa das regiões para empobrecidas do mundo. O Irão quer convencer o outro lado, ou seja, os sauditas, que não há uma solução militar.

O governo do moderado presidente iraniano Hassan Rouhani está a levar a cabo uma ação diplomática com a qual pretende promover um processo de paz no Iémen – país do sul da Península Arábica onde as forças sunitas lideradas pela Arábia Saudita e as xiitas leais ao Irão alimentam há anos uma guerra civil com consequências devastadoras quer para a economia, quer para a população civil.

Ali Asghar Khaji, assistente especial do ministro das Relações Exteriores do Irão para assuntos políticos especiais, anunciou este domingo que a iniciativa de paz do Irão no Iémen ainda está sobre a mesa e espera que os envolvidos a apreciem como sendo uma saída para o conflito.

“A República Islâmica do Irão declarou desde o início da agressão ao Iémen que a solução deveria ser política, e é por isso que apresentou uma iniciativa equilibrada de quatro pontos para uma solução”, disse Khaji. Cessar-fogo, assistência humanitária, diálogo intra-iemenita e estabelecimento de um governo de base ampla são os quatro pontos de um plano que tem cinco anos e que nunca foi aceite pelas partes envolvidas.

Khaji acrescentou que “alguns países da região acreditam que podem encerrar a questão iemenita militarmente dentro de três ou quatro meses, sem concederem qualquer privilégio político aos outros partidos iemenitas”, para além daqueles que estão alinhados com o sunismo saudita.

O diplomata iraniano também destacou a crise humanitária no Iémen: “A guerra constituiu a maior crise humanitária do século, ceifando a vida de milhares de crianças e mulheres e espalhando a fome”, observou, acrescentando que “os agressores contra do Iémen não alcançaram os seus objetivos, apesar de terem passado seis anos desde a agressão militar. Em vez disso, o povo iemenita foi capaz de criar uma equação de equilíbrio, dissuasão e força a seu favor”.

Khaji expressou a esperança de que os países da região, os Estados Unidos e “os inimigos do Iémen” “parem a guerra e levem em consideração a iniciativa de paz iraniana”. “Esperamos que todos percebam que a guerra não pode ser a solução, e que a iniciativa do Irão de interromper a agressão, levantar o cerco e iniciar o diálogo Iémen-Iémen ainda está sobre a mesa como a solução básica”.

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