Isabel dos Santos: A “mulher mais rica de África” que “perdeu o emprego”

Numa entrevista à Bloomberg, Isabel dos Santos fala da sua saída da Sonangol, dos investimentos na NOS e na Galp, e do futuro do Banco BIC e do banco de Fomento de Angola.

Menos de um mês depois de ser despedida da Sonangol, Isabel dos Santos está a preparar o seu futuro.

Quem o diz é a Bloomberg, que num artigo hoje publicado se debruça sobre “a mulher mais rica de África” que “depois de ter perdido o seu emprego”, está agora a preparar o seu futuro.

Segundo o artigo, “dois bancos angolanos com os quais tem ligações” – o Banco de Fomento de Angola e o Banco BIC – estão a preparar a venda de acções como parte de “um plano para fortalecer as suas operações” em Angola e no estrangeiro.

O Banco de Fomento de Angola, “controlado pekla Unitel” do qual Isabel dos Santos detém 25%, avança a Bloomberg, estaria pronto a vender 25% das suas acções numa oferta pública de venda. O Banco BIC planeia vender uma parte não especificada das suas ações. Os fundos seriam usados para financiais a sua expansão em África e na Ásia.

“Estes bancos”, diz Isabel dos Santos, “têm vindo a ficar cada vez mais fortes e penso que está na altura de abrir o seu capital e receber novos accionistas”.

O artigo refere também que Isabel dos Santos mantém o seu “compromisso” com os seus investimentos na Galp e na NOS. “O investimento na Galp”, assegura a filha de José Eduardo dos Santos, “é um investimento muito antigo”, e “estável”. Já a “posição na NOS”, garante, “é para manter”, e dos Santos “gostaria de pensar que o nosso investimento na NOS é um investimento que permitirá gerar crescimento adicional e olhar para possibilidade da NOS crescer noutras áreas, dentrop e fora de Portugal”.

Isabel dos Santos afirmou ainda à Bloomberg que a sua saída da Sonangol foi “normal”, resultado de uma “mudança de visão em termos de onde levar a empresa”.

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