Isabel dos Santos e Sonae querem PT mas falham na Concorrência

A empresária angolana Isabel dos Santos e a Sonae manifestaram disponibilidade para “integrar uma solução” para a Portugal Telecom (PT) Portugal. O argumento usado – “interesse nacional” – não convence, assim como as condições para passar na Concorrência. Por outro lado, os fundos Apax, Bain e CVC estão a preparar uma proposta conjunta para concorrer […]

A empresária angolana Isabel dos Santos e a Sonae manifestaram disponibilidade para “integrar uma solução” para a Portugal Telecom (PT) Portugal. O argumento usado – “interesse nacional” – não convence, assim como as condições para passar na Concorrência.
Por outro lado, os fundos Apax, Bain e CVC estão a preparar uma proposta conjunta para concorrer com os franceses da Altice, avançou a Bloomberg. A avaliação que estão a fazer está ligeiramente abaixo da dos franceses e a motivação do negócio é diferente entre fundos de private equity e uma empresa do setor.
A proposta de Isabel dos Santos e do grupo de Paulo Azevedo acabou por surpreender. A questão da fusão entre PT e a NOS está excluída por impossibilidade de passar na Concorrência, mas a Unitel que tem criado grandes dificuldades à PT em Angola, quer dividir a empresa e envolver outros operadores. Querem uma redistribuição de ativos e negócios que permitisse um equilíbrio em termos concorrenciais.
Na nota enviada às redações, a ZOPT manifesta convicção na “existência de alternativas que salvaguardem o valor acionista, contribuam para o desenvolvimento e investimento no setor, assegurando mais competitividade e valor para os clientes” da PT Portugal.
Recorde-se que na terça-feira, a angolana Unitel considerou “grave” o “incumprimento reiterado do acordo parassocial por parte da PT”, adiantando que, nesta fase, “todas as opções legais estão disponíveis e em ponderação”.
Face ao processo de fusão com a PT, a Oi confirmou, no final de agosto, que está em conversações para vender a participação na Unitel a outros acionistas, por 2 mil milhões de dólares (mais de 1500 milhões de euros). A Oi ficou com a posição da Unitel quando a PT SGPS contribuiu com os seus ativos, no aumento de capital em maio, como parte do acordo de fusão.
Entretanto, na corrida pela PT Portugal estão os franceses da Altice que arrancaram com vantagem e fizeram o trabalho de casa em termos de contactos. A multinacional do setor das telecomunicações Altice, que detém a Cabovisão e a ONI, anunciou uma oferta de 7025 milhões de euros para a compra dos ativos PT fora de África.
Entretanto, a Bloomberg noticiou que o fundo britânico Apax, em conjunto com a CVC Capital Partners e a Bain Capital, está a analisar a possibilidade de avançar com uma proposta de cerca de 7 mil milhões de euros sobre os ativos da PT Portugal, numa operação em que espera contar com o apoio do Governo português, e o último ator foi a ZOPT, que é detida em partes iguais pela Sonae.com e pela empresária angolana Isabel dos Santos, que manifestou a disponibilidade para “integrar uma solução” para a PT e que envolve retalhar a companhia.
PRESIDENTE DA TIM SEM OFERTAS
O presidente executivo da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, afirmou que não recebeu qualquer oferta de compra pelas operadoras brasileiras Oi, Vivo e Claro sobre a participada da Telecom Italia. A TIM Brasil, também conhecida por TIM Participações, é controlada pela Telecom Itália.
Nos últimos dias, a comunicação social tem noticiado que a Oi (que detém os ativos da PT Portugal), a Vivo e a Claro tinham chegado a acordo para fazer uma oferta sobre a TIM Brasil, para a sua compra, o que resultaria na divisão da empresa pelas três entidades. Durante a conferência com analistas, citado pela agência de informação financeira Bloomberg, Rodrigo Abreu disse que a TIM Brasil não tinha recebido qualquer proposta.
Acrescentou que a operadora, detida em 67% pela Telecom Italia, está a analisar “novas oportunidades para fusões e aquisições estratégicas” e que pretende ser “protagonista” na consolidação do mercado de telecomunicações brasileiro.
Entretanto, o ministro das Telecomunicações brasileiro, Paulo Bernardo, criticou a intenção da Oi, da Vivo e da Claro de quererem dividir a TIM Brasil.
Por Vítor Norinha
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