Isabel dos Santos faz OPA à PT SGPS. Objetivo: condicionar a gestão

A empresária angolana Isabel dos Santos lança uma OPA à PT SGPS a 1,35 euros por ação, o que representa um prémio de 11% sobre o último preço do título cotado na Euronext Lisbon e que foi de 1,217 euros por ação. A operação total envolve 1.210 milhões de euros. O intermediário financeiro é o […]

A empresária angolana Isabel dos Santos lança uma OPA à PT SGPS a 1,35 euros por ação, o que representa um prémio de 11% sobre o último preço do título cotado na Euronext Lisbon e que foi de 1,217 euros por ação. A operação total envolve 1.210 milhões de euros. O intermediário financeiro é o Caixa BI.

A operação lançada pela Terra Peregrin – Participações SGPS – uma empresa controlada de forma direta e indireta por Isabel dos Santos – está condicionada à obtenção de pelo menos 10% do capital da empresa. A oferta está também condicionada ao registo prévio junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e de outras entidades, nomeadamente a Concorrência portuguesa e brasileira.

Esta proposta aparece num momento crítico da evolução das negociações entre a PT SGPS e a brasileira Oi, com esta última a ultimar os preparativos para a alienação da participada PT Portugal, onde estão os ativos como o Meo e a rede fixa. A Oi tem uma proposta firme dos franceses da Altice no valor de 7.025 milhões de euros e espera propostas concorrentes de fundos de investimento.

Entretanto Isabel dos Santos e a Sonae fizeram saber que querem fazer parte da solução. Pelas informações existentes, o objetivo será retalhar a empresa e redistribuí-la por vários operadores. Na OPA que foi anunciada a oferenre Terra Peregrin diz que “tenciona manter as grandes linhas estratégicas definidas pelo conselho de administração da sociedade visada e os objetivos inerentes aos acordos celebrados entre a sociedade visada e a Oi”.

Para os analistas esta oferta é uma forma de condicionar a atual administração da PT SGPS, dado ter um direito de veto sobre a venda da PT Portugal, podendo bloquear a ação da Oi. O timing de lançamento desta oferta é relevante, pois poderá obrigar a administração da SGPS a esperar pela decisão da CMVM, que poderá não aceitar o registo e ainda pela Concorrência que dificilmente deixará passar uma oferta por uma entidade que domina a operadora NOS e que em caso de sucesso ficaria numa situação de domínio do setor das telecomunicações. Para a Oi uma travagem da iniciativa pode ser dramático, pois necessita de dinheiro fresco para tentar a consolidação no Brasil e entrar numa pool com outras operadores para a aquisição da brasileira TIM, participada da Italia Telecom.

Vítor Norinha

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