Grupo feminista leva Islândia a Tribunal Europeu acusando país de não respeitar direitos das mulheres

A Islândia destaca-se há 12 anos pelo seu trabalho em promover a igualdade de género, liderando leis sobre igualdade de pagamentos e de discriminação.

A Islândia foi classificado como o lugar mais seguro para as mulheres viverem, mas um grupo feminista acusa agora o país de desprezar os direitos das mesmas depois de um caso de violência doméstica chegar aos tribunais.

Este grupo vai levar o Estado islandês ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Este processo deu entrada no passado mês de março no tribunal europeu e ainda está por sair um veredicto final.

De acordo com a “CNN”, Maria Árnadóttir apresentou uma queixa contra o ex-namorado, apresentando vários documentos que comprovam as acusações, como entrada nas emergências e fotografias de sinais de violência espalhados pelo corpo.

Árnadóttir já tinha sido atacada previamente pelo mesmo ex-namorado, mas nunca tão agressivamente. A violência ocorreu em julho de 2016 mas só alguns meses depois é que a mulher conseguiu apresentar queixa da polícia, apresentando todas as evidências dos ataques e também mensagens incriminatórias.

O ex-namorado negou agredi-la mas admitiu as ameaças. No entanto, a polícia do país mais seguro do mundo para as mulheres decretou que não existiam provas suficientes para a condenação.

Um ano e meio após ter apresentado queixa, Árnadóttir foi informada que as provas apresentadas não iriam levar a uma condenação por violência doméstica. No entanto, mais tarde veio a descobrir que esta informação não correspondia à verdade. A polícia falhou em fazer o seu trabalho de falar com o acusado e as restrições caíram pela passagem do tempo.

Maria Árnadóttir juntou-se então a um grupo feminista que vai levar a Islândia ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos ao apresentar queixa contra o sistema judicial que considera misógino. Este processo deu entrada no passado mês de março e ainda está por sair um veredicto final.

Dados do Fórum Económico Mundial, a Islândia destaca-se há 12 anos pelo seu trabalho em promover a igualdade de género, liderando leis sobre igualdade de pagamentos e de discriminação.

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