Israel lança alerta máximo para israelitas em viagem na Turquia

Forças de segurança israelitas e turcas terão impedido in extremis uma ação iraniana que pretendia assassinar ou tornar reféns israelitas em viagem na Turquia. O governo recomenda fortemente que todos regressem a casa sem tardar.

O Conselho de Segurança Nacional israelita elevou o nível de alerta para 4, o mais alto, que indica que os cidadãos do país que se encontrem em determinados países estrangeiros, onde se incluem Iraque, Iémen, Afeganistão e Irão, devem abandoná-los de imediato.

Aquela autoridade disse que há “uma ameaça contínua e uma escalada das intenções iranianas de ataque a israelitas na Turquia, com ênfase em Istambul”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Yair Lapid, pediu aos israelitas que se encontrem na Turquia que regressem de imediato e cancelem quaisquer planos de viagem para aquele país.

As instruções do Ministério surgem depois de relatos de que, no domingo, agências de segurança israelitas e turcas frustraram um plano iraniano para sequestrar turistas do Estado hebraico na Turquia no mês passado.

“Organizações de segurança israelitas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Gabinete do primeiro-ministro – todos nós fizemos parte de um esforço maciço nas últimas semanas que salvou vidas israelitas”, disse Lapid – que afirmou que agentes iranianos ainda preparam assassinatos ou sequestros, e que a ameaça é “real e imediata”.

De acordo com relatos conhecidos no domingo, as agências de segurança israelitas e turcas descobriram no mês passado um plano iraniano para sequestrar turistas israelitas na Turquia e frustraram-no em cima da hora. Autoridades de segurança israelitas informaram os seus homólogos turcos sobre o plano e pediram que tomassem medidas para impedir o ataque.

No mês passado, o Conselho de Segurança Nacional colocou o alerta de viagens para a Turquia para o nível três de quatro, dizendo que havia uma ameaça concreta. O aviso seguiu-se ao assassinato de um oficial da Guarda Revolucionária Islâmica, o coronel Hassan Sayyad Khodaei, que o Irão atribuiu a Israel e a promessa de vingança logo explanada pelo regime de Teerão.

Khodaei foi baleado cinco vezes quando seguia no seu automóvel por dois homens armados não identificados que seguiam em motociclos algures em Teerão, a 22 de maio passado.

Pouco antes das declarações de Lapid, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano disse que qualquer “resposta” que a república islâmica organizasse contra Israel ocorreria dentro do seu território – o que levava a querer que o regime pode estar a preparar um ataque clássico. “Se quisermos responder às atividades de Israel, a nossa resposta será dada no seu lugar e não num país terceiro”, disse Saeed Khatibzadeh.

Desde que Khodaei foi morto, outro oficial da Força Quds – que supervisiona as operações da chamada Guarda Revolucionária no exterior – morreu em circunstâncias pouco claras, assim como um engenheiro e um cientista que estaria envolvido no desenvolvimento de mísseis e drones militares.

Recomendadas

Mario Draghi deixa cimeira da NATO para tentar resolver tensões no governo italiano

O primeiro-ministro italiano deixou a cimeira da NATO em Madrid para regressar a Roma e presidir quinta-feira a uma reunião do Conselho de Ministros em pleno clima de tensão política.

Canábis: estudo revela riscos de consumo recreativo

Causa sérios riscos de hospitalização por problemas físicos e mentais, pelo que “não é tão positivo e seguro como se possa pensar”, diz o autor do estudo, professor assistente e investigador na Universidade de Toronto.

CEO deixa empresa de 65 mil milhões para ir para a “praia e não fazer nada”

Formica, que está no Reino Unido há quase três décadas, disse em entrevista que a sua saída se deve a “motivos pessoais”, incluindo o desejo de estar mais perto dos pais já idosos. Planeia voltar para a Austrália, o seu país natal.
Comentários