Israel: Novos ataques mortais entre palestinianos e israelitas

Dois ataques de grupos palestinianos não identificados resultaram na morte de um israelita-canadiano, horas depois de um palestiniano ter sido morto pela polícia – que aumentou o nível de alerta em Jerusalém.

A polícia israelita está a investigar a detonação de duas bombas de “alta qualidade” em Jerusalém que esta manhã mataram uma pessoa e feriram mais de 20 numa paragem de autocarro em Jerusalém. O morto, Aryeh Schupak, era cidadão canadiano, segundo disse aos jornais do país o embaixador do Canadá em Israel.

Devido à natureza do ataque – duas bombas quase idênticas explodindo com meia hora de intervalo em dois pontos diferentes e acionadas remotamente – a polícia inclina-se para o envolvimento de uma célula terrorista e não de um indivíduo. A polícia também aumentou o nível de alerta após o ataque.

Segundo a imprensa israelita, grupos ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica – que atuam preferencialmente na Faixa de Gaza – não reivindicaram o atentado, mas aplaudiram-no. As explosões ocorreram horas depois de um adolescente palestiniano de 16 anos ter sido morto por forças israelitas na cidade ocupada de Nablus, na Cisjordânia, segundo as autoridades palestinianas.

O ministro da Defesa, Benjamin Gantz, realizou uma avaliação com o chefe da agência de segurança Shin Bet e com outros militares, ao mesmo tempo que o primeiro-ministro em funções, Yair Lapid, deverá conversar sobre a matéria com o próximo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Segundo as mesmas fontes, os ataques palestinianos que deixaram 30 mortos em Israel e na Cisjordânia desde o início do ano, incluindo o ataque desta quarta-feira. Nos últimos meses, houve vários ataques em Jerusalém, principalmente na Cidade Velha.

Como resposta, na primavera, os militares lançaram uma grande ofensiva na Cisjordânia, que redundou em confrontos de que resultaram a a prisão de cerca de duas mil pessoas e a morte de mais de 130 palestinianos.

Os ataques a autocarros e a pontos de paragem foram uma marca da Segunda Intifada (2000 a 2005) mas há muito que deixaram de ser usados pelos grupos armados palestinianos.

Os ataques ocorreram numa altura em que o primeiro-ministro eleito, Benjamin Netanyahu, continua as negociações para formar uma nova coligação de governo com partidos de extrema-direita e ultranacionalistas – o bloco que ganhou as eleições gerais antecipadas realizadas no início deste mês.

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