Israel volta a acordar

País está de regresso ao centro das atenções com a aprovação de uma resolução da ONU para o fim “imediato” e “completo” da política de colonatos nos territórios palestinianos. Tensão na região vai aumentar de novo.

Há muito que Israel estava arredada dos principais noticiários mundiais, mas o país não costuma conseguir manter o ‘anonimato’ por muito tempo: uma resolução da ONU contra os colonatos judeus fez regressar à ordem do dia o conflito israelo-palestiniano – que, quando se trata do Médio Oriente, está sempre presente. A resolução da ONU vem, na sequência da decisão já anunciada por Donald Trump, futuro presidente dos Estados Unidos, de colocar em Israel um embaixador que é adepto confesso dos colonatos. Ou seja, a tensão naquela zona do globo – tão próxima da guerra da Síria – vai aumentar nos próximos dias, como se não houvesse por ali matéria incendiária que bastasse. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu já tomou medidas contra a resolução da UNO e contra os países que a instigaram – a pontos de ter bloqueado uma visita do primeiro-ministro ucraniano, Volodymyr Groysman, a Israel. Numa região que está a ferro e fogo há tantos e tantos meses, mais um foco de conflitos é tudo o que não era preciso.

Entretanto, um pouco mais a Norte, os observadores internacionais antecipam que, ao longo da semana, os combates entre as forças sírias leais ao presidente Assad e os combatentes do auto-denominado Estado Islâmico deverão aumentar de volume. Assad quer ‘limpar o terreno’ rapidamente, na tentativa de criar condições para promover o fim dos combates. Do outro lado – e enquanto se vai dizendo que muitos combatentes do Daesh estão a fazer-se passar por refugiados para conseguirem deixar a região (no que pode ser uma péssima notícia para a Europa) – os combatentes estão a concentrar-se no pouco terreno de que ainda dispõem.

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