Itália: da aeronáutica à agricultura, o poder de uma economia diversificada

A Itália é uma das nações mais ricas e industrializadas do mundo. A indústria, o desenvolvimento tecnológico, o turismo e a agricultura fazem deste País a terceira maior economia da Europa.

REUTERS/Max Rossi

É a terceira maior economia da zona euro, uma das nações mais industrializadas do mundo e tem um potencial inesgotável de recursos em vários setores de atividade. A economia italiana, que vive numa permanente instabilidade política e económica, dispõe de uma indústria aeronáutica e uma ampla tecnologia espacial: fabrica aviões para transportes militares, aviões de guerra e helicópteros.

Entre os sectores mais desenvolvidos estão ainda o automobilístico, o fabrico de utensílios, eletrodomésticos, maquinarias eletrónicas e instrumentos de precisão. O maior parceiro comercial é a União Europeia – com quem a Itália faz mais de metade das suas trocas comerciais.

Por exemplo, Turim é uma das maiores cidades de Itália e um dos mais importantes centros industriais do país: acolhe a sede do grupo Fiat (fundado por Giovanni Agnelli em 1899), um dos grandes empregadores privados e com peso no PIB italiano. Esta cidade é igualmente um importante pólo da indústria aeroespacial. Foi aqui construído o Módulo de ligação Node 3, um aparelho que permite uma visão de 360 graus do planeta Terra. O Node 3 faz parte de um acordo entre a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Americana (NASA).

Aqui surgiram também grandes companhias italianas, como a Telecom Itália e a rede de televisão RAI. A nível desportivo, Turim “respira” futebol, com a poderosa Juventus em destaque.

Já Milão é a maior cidade industrial de Itália, com diversos sectores como o fabrico de têxteis e vestuário ou fábrico de automóveis. Roma, por seu lado, é o coração do turismo e da política.

Nas atividades bancárias, de seguros ou financeiras destaque para os bancos Intesa Sanpaolo ou Unicredit, a energética Enel ou a seguradora Generali.

A agricultura e o turismo

O desenvolvimento tecnológico na agricultura colocou a Itália entre os principais produtores de trigo, arroz, hortaliças, frutas e flores. O país está também entre os maiores produtores de vinhos do mundo, tendo nas regiões de Piemonte, Lombardia e Veneto os grandes centros de produção e de qualidade.

As explorações de dimensões razoáveis têm-se modernizado e os rendimentos aumentaram. Trigo, milho, beterraba sacarina, frutas – principalmente citrinos –, legumes e, sobretudo, vinho são as produções mais importantes, completadas pela pecuária – bovinos e ovinos – e a pesca.

A Itália é igualmente um dos países do mundo mais visitados por turistas estrangeiros. A sua riqueza na arte, culinária, história, moda e cultura chamam visitantes de todo o mundo.

Mesmo nos períodos de crise económica na Europa, o património italiano nunca perde a beleza.

Recomendadas

Conferência “Poupar e Investir para um Futuro Melhor” a decorrer em Lisboa, com o apoio do Jornal Económico

A conferência é organizada pela Optimize Investment Partners, sociedade gestora portuguesa que disponibiliza uma gama de soluções de investimento para diversos perfis de risco e objetivos. Moderada por Nuno Vinha, subdiretor do Jornal Económico, consiste numa palestra de 30 minutos de cada um dos quatro oradores, um coffee break e uma mesa redonda com espaço para perguntas e respostas e interação com a plateia.

SIBS: mais de um quinto do valor gasto na Black Friday foi em compras online

O comércio online continua a ganhar peso nas compras em Portugal. Dados da SIBS revelam que 22% do valor gasto na última Black Friday foi em compras online, um peso que bate por muito os 18% do ano passado.

União Europeia, G7 e Austrália limitam barril de petróleo russo a 60 dólares

Os 27 estados-membros da UE chegaram a acordo, esta sexta-feira, no estabelecimento de um teto máximo para o preço do petróleo russo nos 60 dólares por barril. Os sete países mais industrializados do mundo (G7) e a Austrália juntam-se na decisão.
Comentários