Itália: Estará Gentiloni a guardar o lugar para Renzi?

O recém-chegado sofrerá pressões para se afastar na primeira metade do próximo ano, porque Renzi quer eleições antecipadas.

O primeiro-ministro designado Paolo Gentiloni pode estar a guardar apenas o assento do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi.

Gentiloni de 62 anos foi mandatado para liderar o novo governo depois de Renzi se ter demitido formalmente após a derrota do referendo de 4 de dezembro.

O governante recém-chegado provavelmente sofrerá pressão para se afastar na primeira metade do próximo ano, porque Renzi quer eleições antecipadas.

“Um governo Gentiloni seria ambíguo”, disse Giovanni Orsina, professor de governo da Universidade Luiss-Guido Carli, em Roma. “Nasce como um governo de guarda, porque Renzi quer eleições antecipadas no próximo ano. Gentiloni está muito perto de Renzi, mas quem sabe o que o poder poderia fazer – Gentiloni pode permanecer até 2018. ”

As próximas eleições estão previstas para o início de 2018.

Se ele conseguir estabelecer uma lista de ministros, Gentiloni será o quarto primeiro-ministro não-eleito da Itália – depois de Mario Monti, Enrico Letta e Renzi.

As prioridades de Gentiloni passam por mudar a lei eleitoral, impulsionar o fraco crescimento económico, e trabalhar um setor bancário incomodado, afirma Orsina, que acredita que “Gentiloni será um primeiro-ministro competente porque tem muita experiência política”, devendo para isso manter vários ministros nos seus postos, incluindo o ministro das Finanças Pier Carlo Padoan.

Recomendadas

ONU em São Tomé elogia autoridades após ataque a quartel e pede que país seja “bom aluno”

Em entrevista à Lusa, Eric Overvest declarou que o escritório da ONU em São Tomé e Príncipe acompanhou, ao longo do dia, os acontecimentos, junto das autoridades, na sequência do assalto, por quatro homens, ao quartel militar, que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, classificou como “tentativa de golpe de Estado”.

PremiumJoe Biden arrisca teto para o preço do petróleo russo

A decisão não conseguiu consenso na União Europeia. Moscovo adverte que pode ser o primeiro passo para uma crise petrolífera sem precedentes. Com a Ucrânia às escuras e com frio, o Kremlin acha que a NATO já está a combater a Rússia.

Ex-ministro das Finanças do Luxemburgo vai liderar fundo de resgate da zona euro

Num comunicado hoje divulgado, o fundo de resgate do euro indica que “o Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que junta os 19 ministros das Finanças da moeda única, nomeou hoje o ex-ministro das finanças luxemburguês Pierre Gramegna para o cargo de diretor-executivo”, que ocupa a partir de 1 de dezembro.
Comentários