Itália lança pacote de 17 mil milhões contra a inflação

A Itália aprovou esta quinta-feira um novo pacote de ajuda no valor de cerca de 17 mil milhões de euros para proteger empresas e famílias do aumento dos custos de energia e dos preços ao consumidor.

Um pacote de 17 mil milhões de euros para ajudar as empresas e as famílias a suportar o aumento generalizado dos preços ao consumidor e particularmente da energia. O plano, um dos últimos atos do primeiro-ministro Mario Draghi antes das eleições antecipadas do próximo mês, soma-se a cerca de 35 mil milhões gastos desde janeiro para amenizar o impacto dos custos de eletricidade, gás e gasolina.

“Este pacote visa proteger a recuperação económica da Itália face a um ambiente internacional cada vez pior”, disse Draghi em conferência de imprensa após uma reunião do gabinete para aprovar as medidas. “Estamos prontos para adotar novas medidas, se necessário”, acrescentou.

OP governo estende assim para o quarto trimestre deste ano as medidas existentes destinadas a reduzir as contas de eletricidade e gás para famílias de baixo rendimento, bem como reduzir as chamadas taxas de custo do sistema.

Concebidas para ajudar a financiar iniciativas que vão desde subsídios à energia solar até desativação nuclear, as taxas normalmente representavam mais de 20% das contas de energia italianas antes destas novas medidas governo.

Dentro do mesmo plano, um corte nos impostos especiais de consumo sobre o combustível programado para expirar em 21 de agosto deve ser estendido até 20 de setembro. Draghi, como outros responsáveis nacionais, considera impedir que as empresas de energia façam alterações unilaterais nos contratos de fornecimento de eletricidade e gás até abril de 2023.

Com as receitas fiscais alavancadas pelos aumentos e a superarem o previsto, tal como sucede em Portugal, o financiamento do plano, segundo contas do governo, não elevará a meta de défice público, que o ministro da Economia, Daniele Franco, confirmou em 5,6% do produto para este ano.

Cerca de 1,2 mil milhões de euros destinam-se a reduzir a carga fiscal sobre o fator trabalho no segundo semestre deste ano, para os trabalhadores com rendimento anual inferior a 35 mil euros. Uma fatia de 1,5 mil milhões de euros será destinada ao aumento das pensões para apoiar o poder de compra dos idosos.

Draghi disse ainda que estão previstas medidas para atrair mais investimentos de fabricantes de chips no país.

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