Itália prepara-se para perder o primeiro-ministro: “Não” lidera sondagens

A partir de sábado haverá um período de ‘blackout’ que torna ilegal a publicação de pesquisas de opinião sobre a votação de 4 de dezembro.

Tony Gentile/Reuters

As últimas sondagens antes do referendo de Itália no próximo mês mostram que os eleitores estão inclinados a recusar as reformas constitucionais.

Quatro pesquisas publicadas mostraram o “não” na liderança, uma tendência predominante nas últimas semanas.

A partir de sábado haverá um período de ‘blackout’ que torna ilegal a publicação de pesquisas de opinião sobre a votação de 4 de dezembro.

O primeiro-ministro Matteo Renzi prometeu demitir-se se os eleitores rejeitarem as reformas de referendo, o que, segundo o mesmo, simplificaria as decisões do governo.

Cerca de 62% dos italianos dizem que vão votar, mas 27% afirma que não pretende participar no escrutínio. Cerca de 11% ainda não decidiu o que vai fazer, de acordo com uma pesquisa divulgada pela “Bloomberg”.

Na pesquisa feita a mil potenciais eleitores, o voto “sim” foi verificado em 37% dos inquiridos, o “não” recebeu entre 42% e 40% de aderentes, sendo que a margem de erro é de mais ou menos 3,1%.

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