Japão aperta restrições fronteiriças devido à nova estirpe

O país já proibiu a entrada de viajantes de mais de 150 países, embora desde outubro tenha permitido a chegada de estrangeiros com vistos de estudante ou de negócios de longa duração.

Laurent Fievet, Issei Kato—AFP/Getty Images

O Governo japonês vai impedir a entrada de viajantes de todo o mundo a partir de segunda-feira para evitar a propagação da nova estirpe do coronavírus, com exceção dos cidadãos japoneses e dos residentes estrangeiros.

A medida, que foi anunciada pelo Executivo no sábado e estará em vigor até ao final de janeiro, representa um novo aperto das restrições fronteiriças do Japão.

O Japão já proibiu a entrada de viajantes de mais de 150 países, embora desde outubro tenha permitido a chegada de estrangeiros com vistos de estudante ou de negócios de longa duração.

As autoridades japonesas decidiram agora cancelar a emissão de novos vistos deste tipo, embora permitam o acesso ao país das pessoas que obtiveram estas autorizações de estadia antes do anúncio das novas restrições e desde que não sejam provenientes do Reino Unido ou da África do Sul, explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês num comunicado.

Os cidadãos japoneses e os residentes estrangeiros serão autorizados a regressar ao país a partir do estrangeiro, mas terão de ser submetidos a uma quarentena de 14 dias e a testes se forem provenientes de países onde a nova estirpe tenha sido notificada, condições mais rigorosas do que as que se encontram em vigor.

O Japão decidiu assim alargar as suas restrições fronteiriças após ter decidido na semana passada proibir a entrada de viajantes do Reino Unido, onde a nova estirpe do coronavírus foi considerada mais contagiosa do que as outras estirpes conhecidas.

As novas medidas vêm depois do Japão ter registado no sábado um novo número recorde de infeções diárias (3.881), a maioria delas na região de Tóquio (949).

O número de infeções acumuladas é de 218.400, com 3.234 mortes, de acordo com os últimos dados disponíveis.

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