Japão e Suíça comprometidos com ONU após eleição para Conselho de Segurança

Japão e Suíça, dois dos cinco países eleitos para membros não-permanentes do Conselho de Segurança para o biénio 2023-24, manifestaram o seu compromisso com a missão das Nações Unidas.

O Japão e a Suíça, dois dos cinco países hoje eleitos para membros não-permanentes do Conselho de Segurança para o biénio 2023-24, manifestaram hoje o seu compromisso com a missão das Nações Unidas.

Os Estados-membros da ONU elegeram esta quinta-feira cinco países – Equador, Japão, Malta, Moçambique e Suíça – para o Conselho de Segurança, sem qualquer surpresa, uma vez que todos concorreram sem oposição.

O voto secreto na Assembleia-Geral de 193 membros resultou em 190 votos para o Equador, 184 para o Japão, 185 para Malta, 192 para Moçambique e 187 para a Suíça, que pela primeira vez chega ao Conselho de Segurança.

O presidente da Suíça, Ignazio Cassi, considerou a eleição “um dia muito importante” para o país, 20 anos após a adesão às Nações Unidas. “Queremos fazer parte das soluções para este mundo”, disse o chefe de Estado a jornalistas após a votação. “Queremos contribuir para a paz, estabilidade e riqueza no mundo”, acrescentou.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Japão, Odawara Kiyoshi, disse que o seu país fará o possível “para fazer com que as Nações Unidas funcionem como um todo”.

O governante japonês declarou que as prioridades do Japão para o Conselho de Segurança são “trabalhar efetivamente”, focar na implementação e “segurança humana, incluindo energia e alimentos”, e também fazer esforços para resolver a situação na Coreia do Norte.

Será a primeira vez de Moçambique e Suíça no Conselho de Segurança, a 12ª vez do Japão, a terceira do Equador e a segunda de Malta.

Já o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que o país vai defender o diálogo e o multilateralismo para a paz no mundo, durante os dois anos de mandato de membro não-permanente.

De acordo com as regras da ONU, mesmo que um país concorra sem oposição, deverá obter os votos de dois terços dos Estados-membros presentes e votantes na sessão da Assembleia-Geral para garantir um assento no Conselho.

O presidente da Assembleia-Geral, Abdalla Shahid, anunciou os resultados da votação secreta e felicitou os vencedores.

Os cinco novos membros do Conselho iniciarão os seus mandatos em 1 de janeiro, substituindo cinco países cujos mandatos de dois anos terminam em 31 de dezembro – Índia, Irlanda, Quénia, México e Noruega.

Os recém-eleitos irão juntar-se aos cinco membros permanentes do Conselho com poder de veto – Estados Unidos da América, Rússia, China, Reino Unido e França – e aos cinco países eleitos no ano passado: Albânia, Brasil, Gabão, Gana e Emirados Árabes Unidos.

Os 10 assentos não permanentes no Conselho são atribuídos a grupos regionais, que geralmente selecionam candidatos, mas, por vezes, não conseguem chegar a um consenso.

Garantir um assento no Conselho de Segurança de 15 membros é considerado uma grande conquista para muitos países porque lhes dá uma voz forte em questões de paz e segurança internacionais.

A guerra na Ucrânia está no topo da lista das prioridades a debater. Embora o poder de veto da Rússia tenha impedido o conselho de agir, ele realizou inúmeras reuniões desde a invasão feita por Moscovo em 24 de fevereiro, que motivaram duras trocas de palavras entre os principais diplomatas de ambos os países e seus apoiantes.

Mas muitos outros conflitos também estão na agenda do Conselho, desde a Síria e Iémen ao Mali e Myanmar, assim como questões de segurança internacional motivadas pela ameaça nuclear da Coreia do Norte e Irão, e ataques de grupos extremistas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.

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