Japão vai instalar novos sistemas antimísseis por causa da Coreia do Norte

O executivo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, autorizou a compra de duas unidades Aegis Ashore, que marcam assim a incorporação nas forças terrestres do sistema de fabrico norte-americano, que já se encontra instalado em alguns contratorpedeiros da Marinha.

Alexandre Meneghini/Reuters

O governo do Japão aprovou hoje a aquisição de dois sistemas antimísseis norte-americanos para aumentar a capacidade de defesa do país perante a ameaça que representa a Coreia do Norte.

O executivo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, autorizou a compra de duas unidades Aegis Ashore, que marcam assim a incorporação nas forças terrestres do sistema de fabrico norte-americano, que já se encontra instalado em alguns contratorpedeiros da Marinha.

Para agilizar o destacamento dos sistemas de interceção de mísseis, que se esperam prontos “o mais rapidamente possível”, o Ministério da Defesa japonês planeia destinar parte do orçamento suplementar deste ano e aumentar em 730 milhões de ienes (5,5 milhões de euros) o orçamento recorde de 5.260 milhões de ienes (39,6 milhões de euros) pedido para 2018.

O governo japonês tem previsto aprovar na sexta-feira a proposta dos orçamentos gerais do país para o próximo ano. Não está ainda decidido para onde vão ser destacados os novos sistemas de defesa antimísseis, embora Tóquio espere que com eles garanta a cobertura de todo o país, onde até agora os únicos sistemas terrestres antimísseis eram os Patriot Advanced Capability 3 (PAC-3).

As últimas unidades do PAC-3 foram instaladas na ilha de Hokkaido (norte) em setembro, em resposta ao lançamento de dois mísseis pela Coreia do Norte que sobrevoaram essa região nesse mês e no anterior antes de se despenharem no mar.

Apesar de a Constituição do Japão estabelecer que o país apenas pode dotar-se de capacidades militares defensivas, o Executivo liderado pelo conservador Shinzo Abe impulsionou uma reinterpretação desta norma para alargar as competências neste domínio.

Desde a chegada ao poder de Abe, em finais de 2012, o orçamento da Defesa aumentou anualmente de forma sustentada num contexto de constante tensão na península coreana perante a ameaça que representa o avanço do programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e de contendas territoriais com a China.

Relacionadas

Mattis duvida das capacidades da Coreia do Norte para atacar os EUA

No final de novembro Kim Jong-un garantiu que os mísseis norte-coreanos podiam atacar qualquer lugar nos EUA, mas o secretário da Defesa do país afirmou que não tem provas que o confirmem.

Trump e Putin falam sobre Coreia do Norte

“Os dois presidentes discutiram trabalhar juntos para resolver a muito perigosa situação na Coreia do Norte”, de acordo com um comunicado.
Recomendadas

Guterres condena “veementemente” golpe de Estado no Burkina Faso

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou este sábado “veementemente”, num comunicado, “qualquer tentativa de tomada do poder pela força das armas” no Burkina Faso, um dia após um novo golpe de Estado no país, o segundo em oito meses.

Manifestantes denunciaram repressão violenta sobre ativistas no Irão

Milhares de manifestantes em várias universidades iranianas e em vários países protestaram este sábado contra a repressão sobre movimentos de protesto pela morte de Mahsa Amini, a jovem acusada de violar o código de indumentária da República Islâmica.

Bolsonaro agradece apoio de líderes europeus de extrema-direita, entre eles André Ventura

O presidente Jair Bolsonaro, que pretende ser reeleito no domingo, agradeceu este sábado as mensagens de apoio que recebeu de líderes da extrema-direita da Europa, como o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, ou o líder do Chega, André Ventura.
Comentários