Jeff Bezos: a partir de uma garagem chegou ao topo do mundo

Depois das ações da Amazon terem disparado com a corrida às compras da ‘Black Friday’, a fortuna do dono da empresa, Jeff Bezos, atingiu os 100 mil milhões de dólares (cerca de 84,6 mil milhões de euros), tornando-se, segundo a agência Bloomberg, o primeiro milionário a atingir este valor desde 1999, altura em que Bill […]

Shannon Stapleton/Reuters

Depois das ações da Amazon terem disparado com a corrida às compras da ‘Black Friday’, a fortuna do dono da empresa, Jeff Bezos, atingiu os 100 mil milhões de dólares (cerca de 84,6 mil milhões de euros), tornando-se, segundo a agência Bloomberg, o primeiro milionário a atingir este valor desde 1999, altura em que Bill Gates conseguiu o mesmo feito.

Dado que Bezos detém cerca de 16% das ações da Amazon, essa subida de 2,6% terá feito o valor correspondente a essa quota atingir os 93 mil milhões de dólares, o que, juntando aos 3 milhões de dólares das suas ações na Blue Origin e ao Washington Post (que comprou por 250 milhões de dólares), fez Bezos chegar à marca dos 100 mil milhões de dólares de fortuna pessoal.

O empresário foi um verdadeiro visionário quando, apercebendo-se do potencial da internet, largou a empresa onde trabalhava e correu atrás de um negócio que acabou por se sagrar vencedor: a Amazon, que hoje vende todo o género de produtos. Em julho de 1994, quando resolveu abrir o seu negócio, a ideia era revolucionária: o empresário queria vender livros pela internet.

Jeff já tinha estudado os hábitos de compras dos norte-americanos e descobriu que a venda de músicas e livros pela net seriam duas boas opções. Nas suas pesquisas descobriu ainda que as livrarias poderiam ter milhares de livros, mas nunca conseguiriam expôr todos os títulos disponíveis, portanto, um catálogo digital seria a solução. Um ano depois, o fundador colocava o site no ar.

Durante os primeiros dias, Bezos atendeu os poucos pedidos de clientes. Alugou uma garagem, em Seattle, e empacotava os livros. Mais tarde, o negócio descolou e contratou vários colaboradores. Em entrevista ao The Wall Street Journal recordou que, durante as primeiras semanas, todos os funcionários trabalhavam até às três da manhã para empacotar e endereçar os pedidos. A única ação publicitária da Amazon era alguns cartazes espalhados pela Barnes & Noble que dizia: “Não encontrou o livro que procurava?”, juntamente com o endereço do site.

Bezos queria uma empresa descentralizada, onde as ideias individuais prevalecessem. Além disso, o fundador era bastante preocupado com os feedbacks. Uma vez recebeu um email de uma cliente que se queixava de ter pedido ajuda ao sobrinho para abrir o embrulho. Quando Jeff soube disso, mandou redesenhar os pacotes.

Para perceber melhor o exercício mental que levou o CEO da maior loja de retalho online a tomar esta decisão, o site Business Insider recorreu a uma entrevista em que Bezos explica o conceito de “minimização do arrependimento”, ou como se diz em bom português: “Só me arrependo daquilo que não faço”. “Imagino a minha vida quando tiver 80 anos e penso: ‘Ok, olhando para trás na minha vida, quero minimizar o número de arrependimentos que tenho’. E sei que quando tiver 80 anos não me vou arrepender de ter tentado seja o que for. Não me arrependi de tentar participar nessa coisa chamada Internet. E sabia que, se eu falhasse, não me arrependeria disso”, diz o CEO na entrevista, acrescentado que “a única coisa de que poderia arrepender-me seria nunca ter experimentado. Sabia que isso me iria perseguir todos os dias”.

Fundador da Amazon pediu ideias filantrópicas no Twitter

“Este tweet é um pedido de ideias. Estou a pensar numa estratégia filantrópica que seja o oposto da forma como faço atualmente o meu trabalho filantrópico”. Começa assim o post de Jeff Bezos no Twitter. O fundador da Amazon usou esta rede social para pedir aos seus seguidores ideias sobre onde poderá empregar melhor a sua fortuna.

A ideia de Bezos é que “grande parte da minha atividade filantrópica seja para ajudar pessoas no aqui e agora – curto prazo – na interseção da necessidade urgente e do impacto duradouro”, disse o multimilionário no Twitter. “Se tiverem ideias, respondam a este tweet (e se acharem que esta abordagem é errada, também gostaria que o dissessem)”, conclui Bezos.

De acordo com a Reuters, Jeff Bezos irá manter a sua atividade filantrópica atual, mas adicionando uma nova vertente. Bezos tem apoiado uma fundação administrada pelos seus pais, que se foca na educação. A família Bezos já doou mais de 40 milhões de dólares para o Centro Fred Hutchinson de Pesquisas sobre o Cancro, em Seattle.

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