Jerónimo de Sousa acredita que “realidade se vai agravar” com Governo PS

O secretário-geral do PCP disse esta terça-feira que os primeiros tempos do Governo de maioria absoluta socialista confirmam que a resposta aos grandes problemas nacionais continua adiada.

Cristina Bernardo

O secretário-geral do PCP disse esta terça-feira que os primeiros tempos do Governo de maioria absoluta socialista confirmam que a resposta aos grandes problemas nacionais continua adiada.

Jerónimo de Sousa falava hoje na sessão pública que assinalou, no Barreiro, distrito de Setúbal, o centenário de Fernando Blanqui Teixeira, dirigente do PCP e resistente antifascista que aderiu ao partido em 1944, ainda no decorrer da Segunda Guerra Mundial.

Na sua intervenção, o líder comunista disse que as reflexões de Fernando Blanqui Teixeira assim como o trabalho que desenvolveu, incluindo no Barreiro, de estruturação e funcionamento da organização, constitui um inestimável património do PCP e são uma inspiração para as exigências que se colocam nos dias de hoje.

Segundo Jerónimo de Sousa, os dias de hoje exigem uma redobrada atenção aos problemas da organização para assegurar um partido mais forte “para agir e superar com êxito o atual quadro político-institucional desfavorável aos interesses populares”.

“Estes primeiros tempos do Governo PS de maioria absoluta confirmam que a resposta aos grandes problemas nacionais não só vai continuar adiada, como a realidade se vai agravar, quando se nega a reconhecer a existência e a profundidade dos problemas estruturais do país e recusa as soluções que poderiam assegurar uma resposta global aos problemas nacionais”, disse.

As reflexões de Fernando Blanqui Teixeira, adiantou, são também uma inspiração para os trabalhos do PCP para que seja mais forte no combate “à deriva antidemocrática de pendor anticomunista” e para “denunciar e combater a tentativa de imposição de um pensamento único, de criminalização da dúvida ou da opinião diferente da que querem estabelecer como dominante”.

Aos militantes presentes na homenagem ao antifascista, Jerónimo de Sousa apelou à mobilização à manifestação a 07 de julho em Lisboa da CGTP e à luta em defesa da paz, contra a guerra, as sanções e a corrida aos armamentos que se realiza no dia 25 de junho na capital.

“A melhor homenagem que podemos prestar à sua memória é valorizar e praticarmos nós próprios o que de melhor vive no seu exemplo de revolucionário. É confirmar que o PCP continuará a forjar milhares de militantes que se reveem no seu exemplo. É garantir que este partido centenário, de identidade comunista, desempenhará um papel insubstituível na construção de um Portugal de liberdade e soberania, pelo socialismo e comunismo”, salientou.

Fernando Blanqui Teixeira, cujo centenário do seu nascimento foi hoje assinalado na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, foi um político e engenheiro químico português, deputado à Assembleia Constituinte da III República Portuguesa e membro do Comité Central do Partido Comunista Português entre 1952 e 2000.

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