Jerónimo de Sousa percebeu que “à terceira não foi de vez” nos atrasos nas pensões, mas Costa assegurou que eliminação das taxas moderadoras vai começar

Secretário-geral do PCP retomou problema que “não é um drama pequeno para quem tem de pagar na hora e depois fica à espera meses ou anos para receber”. António Costa reconheceu que ainda há 33 mil pedidos de pensões pendentes há mais de 90 dias.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, voltou a questionar o primeiro-ministro quanto aos atrasos nas pensões e subsídios relativos à Segurança Social, sublinhando que ao longo do ano já chegaram mais de 1500 queixas à Provedoria de Justiça e realçando que tal “não é um drama pequeno para quem tem de pagar na hora e depois fica à espera meses ou anos até receber”. Realçando que o problema não é novo, e que “o Governo tem feito promessas”, o líder comunista disse que “pode ser que à terceira seja de vez”.

O primeiro-ministro recusou de imediato que não esteja a tomar medidas para resolver o problema, sendo que em sua opinião “a pergunta é quando é que as medidas tomadas pelo Governo irão produzir efeito”. António Costa enumerou as alterações legislativas e concursos públicos lançados para a contratação de mais técnicos, o que já terá reduzido os tempos de espera, reconheceu que ainda existem 33 mil pedidos pendentes há mais de 90 dias, embora já tenham sido deferidas mais de 147 mil novas pensões em 2019, pelo que “já estamos a despachar mais pedidos do que aqueles que entram”.

Anunciada por António Costa foi uma resolução do Conselho de Ministros que será aprovada nesta semana, aprovando uma estratégia plurianual para a área da saúde para “ir reduzindo a suborçamentação e aumentar o nível de investimentos em equipamentos, instalações e recursos humanos”, e que inclui a “eliminação progressiva das taxas moderadoras” nos casos que estão previstos na Lei de Bases da Saúde, tal como fora exigido minutos antes por Jerónimo de Sousa.

Quanto à vontade do PCP de que seja revertida a privatização dos CTT, António Costa foi cáustico: “Não quero repetir a cassete”, comentou, remetendo qualquer posição do Executivo para o momento em que for reavaliado o contrato de concessão do serviço postal.

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