Jerusalém: UE vai seguir a decisão de Trump, acredita Netanyahu

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel “torna possível a paz” e disse estar convencido que a União Europeia (UE) acabará por adotar a mesma posição.

Kevin Lamarque/REUTERS

A decisão do Presidente norte-americano Donald Trump, denunciada pela comunidade internacional, “não impede a paz, torna a paz possível porque reconhecer a realidade é a substância da paz”, assinalou o chefe do governo israelita em conferência de imprensa conjunta em Bruxelas com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

“Penso que todos os Estados europeus, ou a maioria, vão deslocar as suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão Jerusalém como capital de Israel e vão envolver-se de forma positiva connosco pela segurança, a prosperidade e a paz”, disse, antes de um encontro com os chefes da diplomacia dos 28 Estados-membros da UE, a primeira iniciativa do género para um primeiro-ministro israelita em 22 anos.

Ao seu lado, Mogherini voltou a distanciar-se da posição da Casa Branca, que nos últimos dias condenou por diversas vezes.

“Pensamos que a única solução realista do conflito entre Israel e a Palestina se baseia em dois Estados, com Jerusalém como capital dos dois Estados, respeitando a fronteiras de 1967. Esta é a nossa posição sustentada e continuaremos a respeitar o consenso internacional até que o estatuto da cidade seja resolvido através da negociação”, insistiu.

A neve, que paralisou a circulação durante algumas horas na manhã de hoje na capital belga, motivou a anulação do encontro previsto com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, com Netanyahu a manifestar o desejo de regressar a Israel, segundo um porta-voz da Comissão.

A UE – que denuncia regularmente a colonização dos territórios palestinianos, impõe medidas restritivas aos produtos provenientes dos colonatos e mantém-se como o principal fornecedor de fundos da Autoridade palestiniana –, mantém relações difíceis com o Estado judaico.

No sábado, Benjamin Netanyahu acusou a Europa de “hipocrisia” por denunciar a declaração norte-americana mas sem se referir aos “disparos de ‘rockets’ sobre Israel”.

Os ministros dos 28 países de UE abordaram esta reunião de forma dispersa, com alguns a tentarem atenuar a relação turbulenta com Israel, caso da República Checa, Hungria ou Lituânia, cujo chefe da diplomacia Linas Linkevicius está na origem do convite feito a Netanyahu.

“Para tentar facilitar o diálogo, que como se vê não é fácil, devemos promover contactos diretos, um diálogo aberto, trocar argumentos. Há muitas coisas a discutir, como as colónias ou a solução de dois Estados”, considerou Linkevicius em declarações aos media.

A colonização permanece um dos principais “obstáculos à paz” para os europeus, e quando o governo israelita iniciou em outubro novos projetos de construção de milhares de habitações de colonos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém-leste anexado.

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