Joalharia, tradição, singularidade e mestria artesanal

As joias, testemunhos de ligação entre gerações, devem ser um legado de arte, de memórias e de valores. Fique a par das novidades de uma indústria pioneira na sustentabilidade.

A Buccellatti, marca de origem italiana, pertencente ao grupo suíço Richemont – referência no setor do luxo –, integra agora o portfólio de marcas do Grupo Tempus em Portugal. A centenária marca joalheira está presente em Portugal, em exclusivo na Boutique dos Relógios Plus Art, na Avenida da Liberdade. Uma prestigiada marca de alta joalharia, sinónimo de tradição italiana, e admirada pela singularidade e mestria artesanal das suas criações. O estilo Buccellati é o da joalharia de arte e a marca é sinónimo de peças únicas, fortemente inspiradas na Idade Média ou no Renascimento. O seu estilo emblemático inclui renda dourada, cascadas de pedras semipreciosas e misteriosos reflexos de metais preciosos. Um estilo, passado de geração em geração, e que resulta de mais de 100 anos de criatividade: a verdadeira afirmação de um estilo intemporal e de um know-how único.
O seu fundador, Mario Buccellati, já apelidado de “O Príncipe dos Ourives”, desde cedo se iniciou no mundo da joalharia, com uma experiência muito jovem na aristocrática joalheira Beltrami e Besnati, em Milão. Entre o La Scala e a Galleria, aprendeu e desenvolveu as melhores técnicas de ourivesaria e, sempre atento e curioso, captou na perfeição o elegante ‘milanese spirit’.
Foi no final da 1ª Guerra Mundial, em 1919, que Mario Buccellati abriu a sua primeira loja, em Milão, distinguindo-se desde logo pela aplicação das suas próprias técnicas de joalharia, como o ‘lace’, o ‘tulle’ ou o ‘honeycombing’. Mais tarde, surgiram outras técnicas de gravação, como o ‘telato’, ‘rigato’, ‘segrinato’ e ‘ornato’, que elevaram a uma forma artística as peças Buccellati – nomeadamente pulseiras e outros acessórios –, e que tornaram a marca numa referência no mundo da joalharia.
Apesar de novas tendências e movimentos, as coleções da marca permanecem ainda inspiradas em desenhos de arquivos históricos e nas primeiras criações do seu fundador. Com o passar dos anos, e com o sucesso da marca, a Buccellati estreou-se noutras categorias de peças, nomeadamente na joalharia em prata, decoração em prata e ainda na relojoaria. A primeira expansão internacional da marca aconteceu em 1951, com a abertura da sua loja em Nova Iorque. Apesar de ser detida a 100% pelo grupo Richemont, a Maison Buccellati continua a ter na sua gestão ao mais alto nível a presença da família Buccellati. A Buccellati está hoje presente nas mais importantes cidades mundiais, como Nova Iorque, Chicago, Londres, Moscovo, Tóquio, Hong Kong, Pequim, Xangai, em numerosas cidades italianas, e em Paris.

O brilho das safiras
A Trinco, uma nova marca de joias portuguesa, em que se destaca o brilho das pedras preciosas, especialmente safiras, usadas em peças como anéis, colares ou brincos, acaba de lançar a sua primeira coleção. O lançamento, numa primeira fase, é totalmente online mas pode encontrar as peças no Spot Market em Sintra, nos dias 3 e 4 de dezembro e na loja da Mustique, em Santos, num espaço pop-up no último fim-de-semana antes do Natal.
Esta primeira coleção é composta por mais de 40 peças únicas, todas feitas à mão, em ouro ou em prata, e pode ser vista em https://trinco-studio.com/shop
A Trinco nasce pela mão de Francisco Andresen Leitão que, depois de ter vivido no Sri Lanka, país conhecido pela qualidade e abundância de safiras de todas as cores, viu uma oportunidade no mercado nacional para uma marca que trouxesse uma abordagem moderna a um setor tipicamente mais tradicional. Aliando um design mais clássico e intemporal das peças a uma comunicação arrojada e provocadora, a Trinco pretende tornar mais fácil o uso de joias com pedras preciosas e trazê-las para o dia a dia. Para dar vida ao lado mais contemporâneo e moderno da marca, a Trinco contou com as colaborações de artistas como Francisco Hartley, responsável pela direção artística e fotografia da marca, ou as artistas visuais Isabel Cordovil e Rita Rebelo de Andrade, que cuidaram da identidade visual.

Uma família de ourives
Fundada em 1922, a Ourivesaria Tavares conta já 100 anos de vida. Para assinalar esta data importante, a marca lançou um livro, que conta a história desta família de ourives e a história da joalharia portuguesa.

O livro está organizado em três partes distintas, sendo a primeira dedicada aos membros da família que criaram e solidificaram a Ourivesaria Tavares. Num segundo momento, aborda as diferentes formas de venda, as tipologias comercializadas, a sua execução e o seu aprovisionamento, assim como a clientela ao longo do século XX. Esta parte do livro explica cada elemento, dando o seu enquadramento histórico, contando a forma do que foi produzido e comercializado pela Tavares, e de como, em alguns casos, os modelos de outros tempos ganharam nova vida atualmente. Sendo este o caso do Anel Poveiro, um modelo que a Tavares reproduziu depois de encontrar os desenhos originais dos anos 70 do século passado. A terceira e última parte incide sobre a vivência da loja no século XXI, tanto do ponto de vista comercial como cultural.

Além das joias, também cabem neste livro as peças de prata decorativa e as peças especiais que marcaram momentos históricos. É o caso da “lancha poveira”, oferecida pelo presidente da Câmara da Póvoa de Varzim a Marcelo Rebelo de Sousa. “A publicação deste livro permite perpetuar muitas histórias para as gerações vindouras. Numa empresa centenária e familiar como a nossa, a história tem um peso especial, porque a nossa família e a empresa têm laços fortes e as suas histórias misturam-se. Contar a vida da Ourivesaria Tavares é contar a vida da minha família, por isso este é um projeto muito especial e importante para nós. Foram precisos três anos para fazer este livro. Tínhamos um manancial enorme de documentos, que precisámos de classificar e organizar. Foi muito interessante mergulhar nesta nossa história tão rica, e acabámos por descobrir coisas que não sabíamos. Como foi o caso da cruz que fizemos nos anos 70 para a Igreja de S. António, em Lisboa, e que foi escolhida para estar no museu da Fundação das Jornadas Mundiais da Juventude”, revela Carlos Tavares, coproprietário da empresa.
No livro também é contada a história da ourivesaria portuguesa. “Quisemos contar a nossa história enquadrada no tempo, perceber como o consumo de joias mudou em função de acontecimentos da história do país e fatores socioeconómicos. Deste modo, o livro também permite a todos os que se interessam pela história da Póvoa de Varzim, pelo setor da ourivesaria e pelo comércio com tradição, aprofundar os seus conhecimentos”, acrescenta Carlos Tavares.
O livro foi escrito por Rosa Maria dos Santos Mota, doutora em Estudos do Património, colaboradora do CITAR/UCP, autora de vários livros sobre o estudo da ourivesaria portuguesa. Cada exemplar tem um custo de 20 euros e pode ser adquirido na loja Tavares (R. da Junqueira 54, Póvoa de Varzim). O valor das vendas reverte para o Instituto Madre Matilde, que acolhe crianças do sexo feminino.

Design intemporal, estilo orgânico
Desde o início que o trabalho de Maria João Bahia mostrava ser diferente e autêntico. Mantendo sempre o seu traço de originalidade ao longo dos anos, a designer, entre outros trabalhos, desenvolveu uma linha de joias para a firma de lapidação de diamantes Holshuijsen-Stoeltie Diamonde e expôs na Feira Internacional de Nova Iorque, onde teve uma peça leiloada no Manhattan Cachet.

Além de participações importantes em eventos como a Europalia’91, expôs em Bruxelas, em Paris no Palais dês Congrés, em Amesterdão, na antiga Bolsa, em Londres, no Royal College of Art, e em Copenhague, na antiga Bolsa, entre muitos outros locais. Realizou, ao longo dos anos, várias exposições individuais, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Paris, no Brasil e em Angola. Todos estes trabalhos, desafios, conhecimentos, aprendizagens e experiências adquiridas estão refletidas em cada peça que cria.Para este Natal, a criadora apresenta as suas joias mais icónicas. Com um design intemporal e um estilo orgânico, onde a natureza se entrelaça com os sentimentos, Maria João Bahia propõe, segundo a própria, “peças, repletas de histórias para contar”. A pensar nas festas, as suas ‘Iconic Pieces’ (é esse o nome da coleção) englobam brincos, colares e anéis com a assinatura da criadora de joias.

Cores vibrantes de esmalte e formas ousadas
Fundada no Grandbazaar, Istambul, em 1974, a Terzihan cria coleções de joias vibrantes, nítidas e icónicas, reunindo técnicas tradicionais de joalharia com um estilo contemporâneo e ousado. Vindos de uma rica herança familiar de sartors imperiais, que remonta a 1800, os designs da Terzihan são atemporais e vibrantes, recorrendo a cores naturais.

Desde a sua fundação, que cada joia é criada no seu atelier em Istambul, a cidade de mestres joalheiros, onde a marca e a família estão enraizadas, permitindo um forte controle de qualidade, que se reflete na garantia de todas as peças. A Terzihan vende-se na sua boutique na Avenida da Liberdade, 247.
Para este Natal, a marca sugere joias intemporais, como pendentes, anéis ou pulseiras. As pulseiras Tornado e Rebel, ambas da coleção Fizzy, são, garante a marca, “joias icónicas que misturam a ‘la dolce vita’ mediterrânica com a nossa origem étnica. Apresentam um design ousado em ouro rosa ou ouro branco, com diamantes incorporados, pedras preciosas ou com um trabalho de esmalte artesanal de várias cores que faz tudo parecer rock’n rol”.

Os responsáveis da Terzihan acrescentam que “os anéis e os pendentes Shield, fazem também parte da coleção Fizzy, onde as cores vivas são usuais. Possuem uma forma de escudo, com diamantes pretos, brancos e pedras preciosas e ostentam um design provocativo e inesperado, com influência talismânica. Toda esta coleção Fizzy joga com as raízes da Terzihan e exala sentimentalismo mediterrâneo com as suas cores vibrantes de esmalte e formas ousadas”.

Cata Vassalo, alinhada com o conceito de ‘slow fashion’
Cata Vassalo é uma marca de joalharia portuguesa que se orgulha de desenhar e produzir manualmente peças únicas, alinhadas com o conceito de slow fashion, que “permitem dar voz à identidade e sonhos de cada mulher”. Esta estação, apresenta a sua coleção Bold, de edição limitada. É uma coleção de festa, constituída por earcuffs, lançados pela primeira vez, bolsas, headpieces, uma novidade fora do contexto ‘noivas’, clutchs, laços e bandoletes, em que exaltam personalidade, brilho e glamour.

O latão banhado a ouro e o veludo, reforçam os materiais premium tão característicos de Cata Vassalo.
“Não existem duas impressões digitais iguais. Nem duas almas. Todos somos protagonistas da nossa história. Personagens principais da própria vida. E onde quer que vamos deixamos uma impressão. Que essa impressão seja uma marca, seja um ‘statement’, e, sobretudo, seja Bold”, diz Catarina Vassalo sobre esta sua coleção.

Looks sofisticados
Já a Tous, sugere para a época mais mágica do ano a coleção Plump, onde pode encontrar joias para todos os estilos, “indispensáveis para criar looks sofisticados e com personalidade”. Com anéis, brincos, colares e pulseiras com design escultural e linhas limpas, as joias desta coleção são, diz a marca, “perfeitas para serem usadas sozinhas ou combinadas entre si”.

Com 64 anos, Jorge Van Zeller Leitão está à frente do destino da Leitão & Irmão há cerca de 40. Sob a sua alçada tem cerca de cinco dezenas de pessoas. A marca tem quatro lojas – três físicas (duas em Lisboa, no Bairro Alto e no Chiado, e uma no Estoril, Cascais) e uma online – e ainda a fábrica, no Bairro Alto. Para este Natal, destacamos entre as várias peças propostas pela Leitão&Irmão, o tradicional cordão português, modernizado na forma e enriquecido com o brilho dos diamantes.

Os metais preciosos, platina, ouro e prata são adquiridos pela Leitão & Irmão no seu estado puro. A grande maioria já provém de reciclagem de diferentes atividades industriais. A reciclagem de ouro e prata é praticada nas suas oficinas. A marca tem em permanente monotorização a manufatura responsável, assegurando através da certificação e origem das matérias-primas as melhores praticas de manufatura para o luxo sustentável. Reaproveita-se o pó das lixas, trabalha-se para dentro de uma gaveta aberta, onde todas as pequenas aparas são recuperadas. Os resíduos da manufatura são reciclados, dando origem a novas peças.

A Leitão & Irmão tem ainda uma equipa especializada de joalheiros, que aconselha os consumidores na concretização de peças idealizadas. Pode transformar um fio em duas pulseiras, uma pulseira num colar, de dois anéis pode fazer um par de brincos. O limite é o da imaginação.

Homenagem ao amor
Este Natal, a Chopard pretende ser “mensageira das mais belas declarações de amor e amizade”. Para isso estimula “o ato de oferecer com autêntica grandeza e nobreza: criando presentes que criam elos através de emoções e valores”, segundo o comunicado de imprensa que descreve as suas sugestões para a quadra natalícia e onde figuram talismãs preciosos, relógios, perfumes e carteiras.

A Chopard desenvolveu a My Happy Hearts, uma coleção que é uma homenagem ao amor próprio. A constelação de corações apresentada pela marca suíça caracteriza-se pela subtileza, incorporando elementos que se já tornaram icónicos. Composta por colares, brincos, anéis e pulseiras, esta coleção é ainda um manifesto de minimalismo. A My Happy Hearts é também “um símbolo de independência financeira e emocional”. Os novos corações da Chopard estão disponíveis em cornalina (escarlate profundo), madrepérola (delicadamente iridescente) ou em diamante (o eterno melhor amigo das mulheres).

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