Joana Amaral Dias sobre morte do pai. “Espero que o INEM não varra o inquérito para baixo do tapete”

Joana Amaral Dias mostrou-se revoltada com os serviços nacionais de emergência, em concreto com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), pelas falhas no socorro ao seu pai.

INEM/Twitter

Carlos Amaral Dias morreu a caminho do hospital duas horas depois de ter acionado os serviços de emergência. Numa série de acontecimentos infortúnios, os serviços de emergência tiveram bastantes dificuldades em acionar os meios necessários ao socorro do médico de 73 anos, ao que se juntou uma avaria na ambulância disponibilizada, e que viria a culminar na morte do pai da Ex-deputada Joana Amaral Dias ainda antes de chegar ao hospital.

Numa entrevista à SIC Notícias, Joana Amaral Dias mostrou-se revoltada com os serviços nacionais de emergência, em concreto com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), pelas falhas no socorro ao seu pai.

Ex-deputada e agora a exercer como psicóloga, afirma que o seu pai já sofria de “patologias graves e doenças crónicas e que a sua esperança de vida já era limitada”, ainda assim afirma que tal não serve de desculpa para as falhas ocorridas.

“As situações que têm acontecido nos hospitais centrais devem-nos deixar a todos profundamente angustiados, porque há muitas falhas, há muitas situações em que se perdem vidas sem razão, num país europeu em pleno século 21”

“O que aconteceu ao meu pai não está livre de nos acontecer a nós”

Joana Amaral Dias aproveitou também para criticar a falta de investimento no setor da saúde, questionando sobre o destino do dinheiro dos contribuintes “volto a perguntar para que é que servem os nossos impostos? Para salvar bancos? É para isso que estão destinadas as nossas verbas?”.

No final da entrevista afirmou que a família vai ficar à espera dos resultados da autópsia com o objetivo de cruzar a informação e relacionar o que se passou com as falhas do sistema de emergência, “espero que os resultados do INEM sobre a morte do meu pai não sejam um varrer para debaixo do tapete”.

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