João Cotrim Figueiredo defende que “o voto mais útil” é na Iniciativa Liberal

Líder partidário recandidata-se à presidência da Comissão Executiva com a promessa de que o partido está “preparado para lutar por um Portugal mais liberal” quer se mantenha na oposição ao PS que “não faz ideia de como pôr Portugal a crescer” ou seja chamado a dar “ímpeto reformista” a outra solução governativa.

Presidente do Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo | Foto: Cristina Bernardo

O presidente recandidato da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, defendeu neste sábado que, seja “no poder ou na oposição, o voto mais útil” é no seu partido, avisando que “o PS não é solução para os problemas do país”.

A VI Convenção Nacional da IL começou hoje e decorre até domingo no Centro de Congressos de Lisboa, sob o lema “Preparados”, tendo a primeira intervenção do púlpito do presidente e recandidato único ao cargo sido feita no ponto da apresentação do relatório de atividades da Comissão Executiva que agora termina o mandato.

“Temos que mostrar que estamos preparados para usar a força que os portugueses nos vierem a dar nas urnas para continuar a lutar por um Portugal mais liberal, seja no poder – trazendo exigência, independência, determinação e também energia, frescura, imaginação, coragem àqueles que já a vão perder, o ímpeto reformista àqueles que já o foram perdendo – ou seja na oposição, continuando o escrutínio implacável porque não queremos que o PS se torne cada vez mais hegemónico no Estado e no sistema político”, apelou.

João Cotrim Figueiredo garantiu que os liberais não querem nem vão deixar “que o PS governe sem oposição firme”, acrescentando que o partido liderado pelo atual primeiro-ministro António Costa “não faz ideia de como pôr este país a crescer” e “não é solução para os problemas do país”. Por isso, o mote do presidente recandidato para as legislativas de 30 de janeiro ficou dado: “No poder ou na oposição o voto mais útil é o voto na Iniciativa Liberal”.

“Temos que mostrar que estamos preparados para, já nas eleições de janeiro, traduzir esta força e esta influência que ganhámos em votos nas urnas. Temos que mostrar que estamos preparados para fazer uma grande campanha”, apelou.

Na perspetiva de Cotrim Figueiredo, as visões que estão em confronto na sociedade são o socialismo e o liberalismo, considerando que essa é a “escolha clara” que está em causa nas eleições antecipadas: “Socialismo de um lado e liberalismo de um outro”.

Cotrim Figueiredo começou o discurso por uma longa ronda de agradecimentos aos fundadores do partido, aos presidentes que o antecederam, à Comissão Executiva cessante e ao gabinete do partido no parlamento.

O presidente recandidato, que se volta a apresentar em lista única, considerou que o partido “está cada vez mais forte, cada vez maior”, referindo que a IL tem hoje “sete vezes mais membros do que em 2019 e oito vezes mais núcleos”, com sondagens que mostram que os liberais estão a crescer.

Para lá do aumento quantitativo, é a melhoria qualitativa que “enche o coração” de João Cotrim Figueiredo, considerando que o partido “passou a marcar a agenda política”, dando como exemplos a discussão em torno da taxa única do IRS e da TAP, da Carta de Direitos Fundamentais na Era Digital, que foi enviada para fiscalização ao Tribunal Constitucional pelo Presidente da República, a revogação do cartão do adepto ou a mais recente polémica sobre o “secretismo dos pareceres” da vacinação de crianças contra a Covid-19.

O deputado único fez ainda o balanço do “muito trabalho no Parlamento”, com a sua presença em 100% dos plenários, com 366 intervenções, além de ter integrado três comissões parlamentares, nas quais fez 250 intervenções ao longo da legislatura de estreia, que foi agora interrompida com a dissolução.

Cotrim Figueiredo referiu ainda que apesar de terem sido “dois anos incríveis”, cometeu erros e falhas que reconhece e que se compromete a corrigir.

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