João Gomes Cravinho destaca papel de José Eduardo dos Santos no fortalecimento das relações entre os dois países

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, iniciadas no sábado, concluem-se hoje, data em que completaria 80 anos, com um funeral de Estado na presença de vários Presidentes, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa.

epa09873787 Minister of Foreign Affairs of Portugal, Joao Gomes Cravinho, arrives at a special meeting of NATO’s Ministers of Foreign Affairs on the Ukraine Crisis in Brussels, Belgium, 06 April 2022. NATO Ministers of Foreign Affairs will attend a working dinner on the evening of 06 April, and a second day of meetings on 07 April. EPA/OLIVIER HOSLET

O ministro dos Negócio Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, destacou este domingo, dia em que se realiza o funeral de Estado de José Eduardo dos Santos, o papel do antigo presidente de Angola no fortalecimento dos laços entre Portugal e Angola.

“José Eduardo dos Santos soube estabelecer com todos os Presidentes da República portugueses eleitos em democracia relações que propiciaram a proximidade entre os nossos povos. E Portugal nesse sentido também lhe deve muito”, afirmou João Gomes Cravinho durante aquele que é o último dia de cerimónias fúnebres do antigo chefe do Estado Angolano.

“É a homenagem que Angola e o mundo devem a José Eduardo dos Santos, que foi presidente durante 38 anos, durante tempos difíceis, complexos. Mostrou uma liderança extraordinária em momentos decisivos para Angola e para o continente africano. Naturalmente, Portugal não poderia deixar de estar presente ao mais alto nível e é uma honra estar aqui para prestar homenagem neste funeral de Estado”, continuou o chefe da diplomacia portuguesa.

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, iniciadas no sábado, concluem-se hoje, data em que completaria 80 anos, com um funeral de Estado na presença de vários Presidentes, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa.

O corpo de José Eduardo dos Santos, que governou Angola de 1979 a 2017, chegou a Luanda no passado dia 20, depois de as autoridades judiciais espanholas terem decidido entregar a guarda do corpo à viúva e mãe de três dos seus oito filhos, Ana Paula dos Santos.

O antigo chefe de Estado morreu no dia 8 de julho, com 79 anos, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos, mas as exéquias só agora se vão realizar devido à disputa sobre a custódia do corpo entre duas fações da família de José Eduardo dos Santos – a viúva e os três filhos mais novos, apoiados pelo regime angolano, contra os cinco filhos mais velhos.

A praça da República, onde se encontra o monumento fúnebre do primeiro Presidente angolano, no Memorial António Agostinho Neto, foi novamente escolhida para as cerimónias fúnebres, depois de ter acolhido um velório público sem corpo logo após a morte de José Eduardo dos Santos, durante um luto nacional de sete dias.

No sábado, realizaram-se as homenagens públicas, tendo a urna saído de manhã cedo da residência familiar no Miramar, em Luanda, com honras militares reduzidas, dirigindo-se em cortejo fúnebre para a praça da República.

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