PremiumJoão Rendeiro, o Great Gatsby da banca

A história de João de Oliveira Rendeiro mistura-se com a era do enriquecimento fácil do pós-adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE). Rendeiro passou de estrela cadente dos fundos de investimento, no fim dos anos 80, a banqueiro de fortunas em meados dos anos 90.

Miguel Fonseca / Lusa

A história de João de Oliveira Rendeiro mistura-se com a era do enriquecimento fácil do pós-adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE). Rendeiro passou de estrela cadente dos fundos de investimento, no fim dos anos 80, a banqueiro de fortunas em meados dos anos 90. Conviveu com os então “novos banqueiros” do BCP e BPI e com os “velhos” banqueiros da aristocracia financeira – recém regressados do exílio – Espírito Santo e Champalimaud.

É impossível não comparar João Rendeiro à personagem de F. Scott Fitzgerald, Great Gatsby, que para ser amado por quem tinha sido rejeitado (neste caso uma mulher) se torna num bilionário que era aceite socialmente porque dava festas sumptuosas na sua mansão em Long Island. A fortuna de Gatsby é motivo de rumores e de troça, mas ninguém resistia às suas festas. O romance é uma sátira à superficialidade e futilidade da sociedade norte-americana, que viveu um nível sem precedentes de prosperidade na década de 1920.

João Rendeiro, tal como Gatsby, tinha na revolta o motor da sua ascensão, queria ser reconhecido como banqueiro, lugar que a sociedade parecia reservar apenas a Jorge Jardim Gonçalves, Artur Santos Silva, Fernando Ulrich, Ricardo Salgado e António Champalimaud.

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