Johnson & Johnson garante que segunda toma da vacina aumenta proteção contra a Covid-19 para 94%

Os resultados dos ensaios clínicos indicam que o reforço da vacina de toma única, administrado dois meses depois, revelam que os níveis de anticorpos aumentaram de quatro para seis vezes mais do que os observados após a administração de apenas uma dose da vacina.

Pavlo Gonchar–SOPA Images/LightRocket/Getty Images

A Johnson & Johnson anunciou, esta terça-feira, que uma segunda vacina da sua vacina Covid-19, dada com dois meses de diferença, aumenta a eficácia para 94%  contra formas moderadas a graves da doença.

A empresa agora “demonstrou provas de que uma vacina de reforço [uma segunda dose] aumenta ainda mais a proteção contra Covid-19”, explicou Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson, em comunicado.

Segundo os ensaios clínicos realizados pela farmacêutica, a empresa explica que “quando um reforço da vacina Johnson & Johnson contra a Covid-19 é administrada dois meses após a primeira vacina, os níveis de anticorpos aumentaram de quatro para seis vezes mais do que os observados após a administração de apenas uma dose da vacina”.

“Quando uma dose de reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson foi dada seis meses após a toma única, os níveis de anticorpos aumentaram nove vezes uma semana depois do reforço e continuaram a subir para 12 vezes mais”, sublinha a empresa.

Quanto à primeira dose, Mathai Mammen, chefe global da research & development da Johnson & Johnson, explica que as “nossas conclusões do estudos de fase 3 confirmam que a vacina única da Johnson & Johnson oferece proteção forte e duradoura contra hospitalizações relacionadas à Covid-19”, garantindo ainda que os resultados dos ensaios confirmaram “ainda uma maior proteção contra morte relacionada à Covid-19”.

“A nossa vacina de administração única gera fortes respostas imunológicas e memória imunológica de longa duração. E, quando um reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson é dado, a proteção contra Covid-19 aumenta ainda mais”, completou.

Os dados vão ajudar a Johnson & Johnson a defender a necessidade de uma dose de reforço junto aos reguladores dos Estados Unidos, mesmo quando a empresa ainda destaca a durabilidade da administração de apenas uma dose da vacina. Só uma dose desta vacina fornece 70% de proteção.

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