Jornada Mundial da Juventude. Marcelo pede resistência à pressão imobiliária nos terrenos

O Presidente da República advertiu esta quinta-feira o Governo e os autarcas de Lisboa e Loures que têm de resistir à “pressão imobiliária” sobre os espaços que vão receber a Jornada Mundial da Juventude.

Rodrigo Antunes/Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa visitou durante a manhã os terrenos à beira Tejo, entre Lisboa e Loures, por onde se prevê que passem centenas de milhares de católicos na Jornada Mundial da Juventude, de 01 a 06 de agosto de 2023.

Acompanhado pela ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, pelos presidentes das câmaras municipais de Lisboa, Carlos Moedas, e Loures, Ricardo Leão, e pelo bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, o chefe de Estado caminhou pelo terreno ainda esburacado e acidentado.

Depois da Jornada Mundial da Juventude o objetivo é deixar “um legado”, nas palavras de Américo Aguiar, para as populações de Lisboa e Loures e converter o espaço num enorme parque.

E a fitar os quilómetros de terreno, o Presidente da República dirigiu-se a Ricardo Leão com um aviso: “Não deixe construir aqui, ó presidente”.

Virando-se para a governante e para o autarca de Lisboa acrescentou: “Vai ser uma pressão imobiliária… Isto aqui é uma maravilha”.

“Não vai acontecer”, respondeu Ana Catarina Mendes. O presidente da Câmara de Loures acrescentou que depois da Jornada Mundial da Juventude este vai ser um espaço de “fruição da população” e vai ter, entrou outros, “equipamentos desportivos”.

“Pronto, assim está bem”, retorquiu o Presidente da República.

É a segunda vez que o chefe de Estado vai verificar em que ponto estão as obras nestes terrenos e prometeu voltar uma terceira ainda este ano “para controlar”.

“É uma obra complexa”, reconheceu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, mas incorpora uma ideia “de futuro”.

“A jornada não se esgota, nem se pode esgotar, como aposta nacional naqueles dias, por muito importantes que sejam na vida de milhões de pessoas. Aqui fica, pela primeira vez depois de uma Jornada Mundial da Juventude, uma obra para a comunidade, para a de Loures, para a de Lisboa. A ponte pedonal, o passeio pedonal, os parques, uma realidade que não existia. E fica em termos de qualidade de vida para as futuras gerações”, completou.

Ainda a visita ia a meio e o Presidente da República já tinha planos feitos. O primeiro: acampar neste espaço no dia anterior ao início da Jornada Mundial da Juventude, convite que estendeu ao bispo auxiliar de Lisboa e aos autarcas das duas cidades. O segundo: “Já estou a pensar em dar um mergulho”.

Recomendadas

Procura procura de imóveis para investimento aumenta 30% no Lisbon Green Valley

Das residências de tipologia T2, 50% foram comprados com o objetivo de investimento por via de arrendamento.

Projeto de luxo de imobiliária portuguesa vendeu 70% dos apartamentos em menos de dois meses

Situado na Avenida da Boavista, o “Enlight” tem apenas seis das 21 residências para venda, num edifício composto por sete andares. As áreas exteriores, em varandas, jardins ou pátios, vão até aos 105,3m2, enquanto os interiores chegam aos 280,5m2.

Comprar casa na rua mais cara de Portugal custa mais de quatro milhões de euros

Na lista das 10 ruas mais caras para compra de habitação no país nove situam-se em Lisboa. A única exceção é Setúbal onde a residência com o valor mais elevado supera os três milhões de euros.
Comentários