Josefinas apostam no Oriente

Criada pela fundadora da marca, Filipa Júlio, as sabrinas portuguesas conquistaram o mundo.

Criada em 2013, as Josefinas são uma marca que nasceu de um sonho. Num país em plena crise, onde sonhar tinha pouco espaço, o fazer sapatos à mão ganhou novo nome: Josefinas. O nome nasceu em homenagem à avó da fundadora da marca, Filipa Júlio. “A avó Josefina tornou sempre a vida da Filipa numa carinhosa aventura, especialmente quando a levava às aulas de ballet”, lê-se no site da empresa.  Desde aí, a marca já lançou ténis, porta-chaves, várias edições especiais, e, em Julho de 2016, abriu a sua primeira loja física em Nova Iorque.

Na mesma altura um novo desafio: a primeira carteira: Sophie. No site é descrita como sendo “muito mais do que uma mala: é uma mulher que não tem medo de ser poderosa, mesmo vestida de cor-de-rosa. A Sophie adora viajar, descobrir o mundo. Ela é amável e generosa, nunca esquecendo que é forte e determinada”. O nome não surgiu por acaso. Sophia Loren que entrou em filmes como “Quo Vadis”, “A Queda do Império Romano” ou “O Ouro de Nápoles”, foi a principal fonte de inspiração para a criação da primeira carteira da marca. “Tudo o que criamos é reflexo pelo savoir-faire: as sabrinas, as sapatilhas, tudo. E a Sophie não poderia ser excepção”, disse Filipa Júlio em comunicado de imprensa.

Este foi mais um passo para a consolidação da empresa. De facto, tem sido um crescimento exponencial desta marca que fabrica os seus sapatos em São João da Madeira, e tem aparecido constantemente nas principais revistas de moda (Vogue, W ou InStyle)  e nos maiores blogues internacionais (Blonde Salad, Man Repeller).  Uma marca nascida em Portugal (“As mulheres portuguesas inspiram-nos diariamente”)  bem lançada à conquista do mundo.

No final de 2016, os Estados Unidos já representavam 30% da faturação. Metade deste valor concentrou-se na Europa, sendo Portugal o país com mais peso. Entre os restantes destinos da empresa destacam-se México, Hong Kong e Médio Oriente. A entrada no Japão já está em marcha (o site tem uma versão em japonês) e o mercado chinês está dependente de reuniões com investidores.

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