JPP critica construção de estacionamentos na Praça do Município e propõe alternativa na Reitoria da Universidade da Madeira

O partido considera que a construção de um parque de estacionamento na zona da Praça Municipal do Funchal coloca em risco o património cultural da cidade.

O JPP voltou a criticar o executivo da Câmara Municipal do Funchal (CMF) pela intenção de construir um estacionamento subterrâneo na zona da Praça do Município, uma área rodeada de edifícios históricos, como o da própria CMF e o Museu de Arte Sacra, propondo que a obra seja feita na zona do atual parque a descoberto da Reitoria da Universidade da Madeira.

“O JPP é contra a construção de mais parques de estacionamento subterrâneos no delicado centro histórico da cidade, mas a edificar, nós propomos que seja construído na zona do atual parque a descoberto da Reitoria da Universidade da Madeira.” refere Emmanuel Gaspar, porta-voz da iniciativa, historiador e deputado municipal do JPP em Machico.

“O espaço é propriedade do Governo Regional, que está cedido por trinta anos à Universidade, estando por isso assegurada a conjugação de esforços quer por parte de Albuquerque, quer por parte de Calado, ambos do mesmo partido político, para naquele lugar construir”, sugere o deputado municipal.

Mais ainda, o deputado considera que a construção do parque de estacionamento nas traseiras do Colégio dos Jesuítas não colocaria em risco os edifícios históricos classificados em redor da Praça do Município, manter-se-ia o largo e não haveria tanto transtorno na cidade durante as obras, a nível de ruído e mobilidade e também de impacto visual” concluiu.

O partido considera que a construção de um parque de estacionamento na zona da Praça Municipal do Funchal coloca em risco o património cultural da cidade materializado nos edifícios históricos circundantes e vai contra a política de mobilidade das cidades que deve ser defendida “em qualquer cidade europeia desenvolvida e civilizada”, refere o deputado e historiador Emanuel Gaspar.

Assim, as políticas de mobilidade “deverão retirar os automóveis dos centros históricos das cidades, devolvendo as ruas aos peões em segurança, para que estes usufruam de explanadas, sem poluição, do comércio e contemplem a arquitetura urbana”, reforça.

“Ora a autarquia do Funchal, presidida por Pedro Calado, pretende executar uma política de mobilidade exatamente contrária à sustentabilidade ambiental, urbanística e turística, injetando mais automóveis no centro congestionado do Funchal, e ainda com a agravante de situar o novo parque de estacionamento numa zona delicada de edifícios históricos classificados”, lamentou Emanuel Gaspar.

“O abrir de um buraco na praça mais bonita e icónica do Funchal, a Praça do Município, executada nos inícios dos anos 40 do séc. XX, por uns dos mais conceituados arquitetos portugueses, Francisco Caldeira Cabral e Raul Lino, vai desfigurar a praça, mesmo que depois reposta na sua linguagem inicial”, defende.

O deputado municipal do JPP alertou ainda para o facto de que não há garantias de que as obras de construção, com a trepidação, não irão causar danos nos edifícios históricos da zona da Praça Municipal.

“É demasiado arriscado, a nível de engenharia e de preservação do nosso valioso Património Construído, executar um parque de estacionamento naquele lugar emblemático da cidade, para além do transtorno que irá causar nesta zona do Funchal durante a sua construção”, concluiu Emanuel Gaspar.

 

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