JPP diz que Governo da Madeira é procurador da troika no IVA

O JPP reivindicou a descida do IVA em 1%, e lembrou que o CDS-PP, que agora governa a região em coligação com o PSD, já defendeu a descida deste imposto. “O Governo está isolado na sua caminhada contra a não descida do IVA na região”, reforçou o partido.

O JPP criticou o Governo da Madeira por não baixar o IVA, considerando que o executivo regional é um procurador da troika no que diz respeito ao IVA.

O deputado do JPP, Élvio Sousa, durante a discussão do Orçamento Regional da Madeira e do Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR), que se iniciou esta terça-feira na Assembleia Legislativa da Madeira, “aliviou a amnésia do CDS-PP”, referindo que o PSD tem um parceiro de governação que defendia a descida do IVA.

“A Ordem dos Economistas, a Câmara do Comércio e Indústria da Madeira (ACIF), empresários, defendem a baixa do IVA, o CDS-PP defendeu baixa do IVA”, disse Élvio Sousa.

“O Governo está isolado na sua caminhada contra a não descida do IVA na região”, reforçou o deputado do JPP.

Élvio Sousa referiu que “se prescindisse os amigos e amigas, que defenderam para estar no Governo, já podíamos ter baixado o IVA em 1%”.

O deputado do JPP pediu que se “baixasse as mordomias deste Orçamento, dos custos de contextos, que os empresários agradecem”.

Élvio Sousa pediu ao CDS-PP “que coloque os seus tachos á disposição. Assim baixamos o IVA em 1%”.

O deputado do JPP questionou o vice-presidente do Governo da Madeira, Pedro Calado, no sentido de saber onde está no Orçamento as taxas portuárias, prometidas pelo executivo madeirense.

Em resposta Pedro Calado, vice-presidente do Governo Regional, disse que a “questão do IVA não é tabu” para o Governo, e que teria prazer em fazer uma maior descida nos impostos.

Contudo o governante referiu que as questões ligadas aos impostos, fazem parte da “responsabilidade cívica e política” do executivo madeirense perante a população, e lembrou que o executivo tem de pagar fornecedores, proteger empregos, e promover investimento público.

“Temos de dar um passo consolidado antes de fazer essa descida”, acrescentou Pedro Calado.

O vice-presidente do executivo madeirense disse ainda que serão cobradas taxas portuárias.

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