Juros compostos: a magia da multiplicação das poupanças

Se aos 20 anos poupar 150 euros por mês e investir este valor a 5% de juros ao ano, quando celebrar o 45º aniversário vai ter cerca de 86 mil euros, quase o dobro do que poupou. E mesmo que aos 45 deixe de reforçar o seu investimento, quando se reformar, terá mais de 250 mil euros. É esta a magia dos juros compostos.

Todos tivemos 20 anos e poupar não foi, certamente, a nossa prioridade, mas a magia da multiplicação das poupanças é tanto mais impressionante quanto mais cedo começar.  Este é o efeito dos juros compostos – em que os juros também têm juros e assim sucessivamente -, numa multiplicação exponencial, cuja curva de crescimento se acentua com o passar do tempo.

Se os mesmos 150 euros por mês com os mesmos 5% de juros começassem a ser aplicados aos 45 anos, quando a vida ativa terminar (22 anos depois) as economias rondariam os 70 mil euros. Seria um bom complemento, mas estaria muito longe dos 250 mil euros, valor que tranquilizaria os 36% de portugueses que consideram não ter poupado o suficiente para a reforma.

Apesar de muito utilizado, o conceito de crescimento composto não é intuitivo e é por isso mais importante explicá-lo, em especial aos mais novos – aos nossos filhos, logo desde pequenos – para que tenham o tempo indispensável para potenciar os benefícios dos juros compostos.

A história do rei e do sábio

Pode não parecer fácil explicar o conceito a um jovem ou criança, mas na verdade basta pensar na história do rei e do sábio.

Conta a lenda que depois de o sábio ensinar ao rei a jogar xadrez, o rei, encantado com o jogo, concedeu-lhe um desejo. O sábio pediu 1 bago de arroz na primeira casa do tabuleiro de xadrez e a respetiva duplicação em cada nova casa (2 bagos na segunda casa, 4 na terceira, 8 na quarta…). Espantado pela simplicidade do pedido, o rei acedeu, mas os matemáticos ao seu serviço concluíram que tal não seria possível, porque não existiam bagos suficientes em todo o reino. Na 64ª casa do tabuleiro, o pedido do sábio correspondia a 18.000.000.000.000.000.000 bagos de arroz.

O resultado astronómico não é realista no sistema financeiro (100% de juros anuais durante 64 anos) e mesmo os 5% de juros que serviram de exemplo no início são uma meta ambiciosa num período em que taxas de referência continuam a rondar o zero ou estão abaixo dele.

Ações e dividendos

Entre as estratégias que continuam a fazer sentido na busca por uma rentabilidade mais compensadora, temos por exemplo, o reinvestimento dos dividendos de ações. As próprias ações e nomeadamente as de algumas empresas europeias, que têm sido mais penalizadas e têm mais margem para crescer, são outra alternativa.

Quem apesar da volatilidade dos últimos anos se manteve investido, por exemplo, no índice de ações da zona do euro MSCI MEU, conseguiu um retorno anualizado de 5,55% nos últimos 5 anos.

Se é certo que, quando o investimento recai numa classe como as ações, o retorno passado não é um indicador para o retorno futuro e que o valor investido assim como a sua valorização não estão assegurados, o exemplo mostra que as oportunidades existem e que o seu potencial é mais apetecível se tivermos bem presente o efeito exponencial dos juros compostos. A “magia” está em conseguir fazê-lo desde cedo e em estar bem apoiado financeiramente para procurar um melhor retorno.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Schroders.

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